quinta-feira, 4 de março de 2010

Diego Rivera



Falar de Frida Kahlo e não falar de Diego Rivera é simplesmente impossível. Diego Rivera, assim como Frida KahLo, foi um dos maiores artistas do século XX. Suas pinturas são de uma força tanto nas composição das cores como dos personagens. Eu ainda ousei fazer uma releitura de uma das telas que le pintou e sinceramente, me sinto muito abaixo do seu enorme talento.




Um pouco sobre Diego Rivera:

Diego Rivera foi um dos maiores pintores mexicanos e um dos protagonistas do muralismo mexicano, juntamente com Orozco e Siqueiros.

Rivera nasceu em Guanajato, em 1886. Estudou na Academia de Bellas Artes de San Carlos, no México, mas aos 21 anos partiu para a Europa, beneficiando de uma bolsa de estudo, onde ficou até 1921. Esta experiência enriqueceu-o muito em termos artísticos, pois teve contacto com muitos pintores e correntes estéticas, que influenciaram a sua obra.

Regressado ao México dedica-se intensamente à pintura mural, onde desenvolve um trabalho monumental, tanto em termos formais como, principalmente, de conteúdo.

Rivera era um homem empenhado políticamente. A sua militância comunista reflecte-se claramente nas temáticas da sua pintura. Rivera pinta o povo índio em toda a sua dimensão social e histórica, de uma forma profundamente idealista e utópica. Em termos formais "...os trabalhadores das suas obras ainda revelam as suas influências clássicas. Inicialmente pintadas de uma forma bi-dimensional, as suas figuras "ganharam corpo" tendo em conta os frescos italianos da Renascença e as suas próprias experiências cubistas". (António Luque)

Rivera também praticou a pintura de cavalete, apesar de considerar esta uma modalidade menor em comparação com a pintura mural, uma vez que não tinha a mesma força de intervenção política pois não levava a sua mensagem às massas. Manifestação pela Paz (1956) é um dos exemplos mais importantes desta faceta da sua obra.

Da sua vasta obra como muralista destacam-se os frescos do Palácio do Governo (1929) e do Palácio Nacional (1935), no México. Mas Rivera também trabalhou fora do México. Entre 1930-1934, trabalhou no fresco do Rockfeller Center, em Nova Iorque, que foi destruído antes de terminado. Neste fresco Rivera fazia a exaltação do comunismo e uma crítica dura do capitalismo, "mostrava ao mundo a convicção optimista de que "um dia" o homem será dono do seu destino em vez de ser empurrado para lá e acolá por forças que ele não é capaz de controlar". (idem)

Rivera morreu em 1957, no México.

Entre 1921 e 1956, Rivera pintou uma superfície total de 6.730 m2, divididos por 19 edifícios no México, 8 nos E.U.A., 1 na China e 1 na Polónia.

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