quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Africana


Esse trabalho em pintei no ano de 2008 e criou uma certa controvérsia entre a corrente mais conservadora, principalmente para minha mãe que não suporta essa tela. Observando o sombreado e todo o conjunto de cores, eu diria que esse foi um dos trabalhos mais bonitos que eu já fiz. Como sempre, demorei uma média de 20 dias para concluir. Você pode se perguntaro por quê da demora ou da rapidez para concluir uma pintura. Como eu sempre pinto as formas multicoloridas como cenário de fundo, geralmente eu procuro ir fazendo experimentos com as cores até alcançar o efeito desejado e isso exige um pouco de tempo, fora a personagem principal que por ser rica em detalhes de sombra e volume, não pode ser feita de qualquer jeito.

Mas a controvérsia da pintura está em um pequeno detalhe que eu não vou contar qual é e eu espero que alguém comente e me diga (rs).

A ciclista


Trabalho feito em 2008 em óleo sobre tela nas dimensões 80x1,20. É interessantever que até pedalar uma bicicleta pode ser algo sexy.

Inicialmente quando eu terminei essa tela, eu não gostei muito do resultado final, mas depois, prestando melhor atenção, vi que se trata de uma tela erótica a tal ponto, que um rapaz que visitou minha mostra que eu realizei em 2008, se sentiu excitado.

Imagine a energia que essa pintura transmite.

O tempo não para

"É possível adivinhar o futuro a partir daquilo que você está fazendo no presente."
Nei Ferrarini

Como dizia o grande poeta Cazuza "o tempo não para". Palavras fortes e com um significado vivo na vida de todos.

Eu queria com essa tela, retratar metaforicamente o que essas palavras queriam dizer. Então, criei uma ampulheta com um rosto jovem que pode representar o tempo atual ou não e um rosto envelhecido que representa o futuro de todos nós, não importando se aplicamos botox ou fazemos plásticas para corrigir as imperfeições. O tempo é um senhor cruel e não adianta correr contra ele, pois está presente em nossas vidas todos os dias, todas as horas e a cada minuto.

Hoje foi o amanhã e o ontem também já foi hoje. Então o futuro sempre é o presente e temos que vivê-lo da melhor forma possível e de preferência intensamente, cada dia, como se fosse o último.

A Vendedora de Flores - Diego Rivera


Um dia, estava pesquisando na internet algumas pinturas para poder praticar um pouco e me deparei com a tela de Diego Rivera "a vendadora de Flores". Ele retrata a uma moça com um grande cesto de copo de leite nas costas e o fundo é totalmente escuro. Achei tão interessante, que resolvi fazer uma releitura, lógico que com um toque especial de Vevéu.
Então, no lugar de copos de leite eu pintei rosas, apliquei algumas borboletas confeccionadas com penas e betume e o fundo fiz totalmente multicolorido, dando um ar mais alegre.

Interessante é que todos que vão a minha residência ficam viajando nesse trabalho, pois ele fica bem na sala, em frente a porta. Eu considero uma tela bonita e que me custou exatos 20 dias para ficar totalmente pronta.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Cândido Portinari




Resolvi colocar a biografia de um dos grandes artistas brasileiros que eu admiro demais. Cândido Portinari.












Candido Portinari nasceu no dia 29 de dezembro de 1903, numa fazenda de café em Brodoswki, no Estado de São Paulo. Filho de imigrantes italianos, de origem humilde, recebeu apenas a instrução primária de desde criança manifestou sua vocação artística. Aos quinze anos de idade foi para o Rio de Janeiro em busca de um aprendizado mais sistemático em pintura, matriculando-se na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1928 conquista o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro da Exposição Geral de Belas-Artes, de tradição acadêmica. Vai para Paris, onde permanece durante todo o ano de 1930. Longe de sua pátria, saudoso de sua gente, Portinari decide, ao voltar para o Brasil em 1931, retratar nas suas telas o povo brasileiro, superando aos poucos sua formação acadêmica e fundindo a ciência antiga da pintura a uma personalidade experimentalista a antiacadêmica moderna. Em 1935 obtém seu primeiro reconhecimento no exterior, a Segunda menção honrosa na exposição internacional do Carnegie Institute de Pittsburgh, Estados Unidos, com uma tela de grandes proporções intitulada CAFÉ, retratando uma cena de colheita típica de sua região de origem.


A inclinação muralista de Portinari revela-se com vigor nos painéis executados no Monumento Rodoviário situado no Eixo Rio de Janeiro – São Paulo (na hoje “Via Dutra”), em 1936, e nos afrescos do novo edifício do Ministério da Educação e Saúde, realizados entre 1936 e 1944. Estes trabalhos, como conjunto e como concepção artística, representam um marco na evolução da arte de Portinari, afirmando a opção pela temática social, que será o fio condutor de toda a sua obra a partir de então. Companheiro de poetas, escritores, jornalistas, diplomatas, Portinari participa da elite intelectual brasileira numa época em que se verificava uma notável mudança da atitude estética e na cultura do país: tempos de Arte Moderna e apoio do mecenas Getúlio Vargas que, dentre outras qualidades soube cercar-se da nata da intelectualidade brasileira de seu tempo.

No final da década de trinta consolida-se a projeção de Portinari nos Estados Unidos. Em 1939 executa três grandes painéis para o pavilhão do Brasil na Feira Mundial de Nova York. Neste mesmo ano o Museu de Arte Moderna de Nova York adquire sua tela O MORRO. Em 1940, participa de uma mostra de arte latino-americana no Riverside Museum de Nova York e expõe individualmente no Instituto de Artes de Detroit e no Museu de Arte Moderna de Nova York, com grande sucesso de público, de crítica e mesmo de venda (menor das preocupações do Artista...)

Em dezembro deste ano a Universidade e Chicago publica o primeiro livro sobre o pintor, PORTINARI, HIS LIFE AND ART, com introdução do artista Rockwell Kent e inúmeras reproduções de suas obras. Em 1941, Portinari executa quatro grandes murais na Fundação Hispânica da Biblioteca do Congresso em Washington, com temas referentes à história latino-americana. De volta ao Brasil, realiza em 1943 oito painéis conhecidos como SÉRIE BÍBLICA, fortemente influenciado pela visão picassiana de Guernica e sob o impacto da 2ª Guerra Mundial. Em 1944, a convite do arquiteto Oscaar Niemeyer, inicia as obras de decoração do conjunto arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, destacando-se o mural SÃO FRANCISCO e a VIA SACRA, na Igreja da Pampulha. A escalada do nazi-fascismo e os horrores da guerra reforçam o caráter social e trágico de sua obra, levando-o à produção das séries RETIRANTES e MENINOS DE BRODOSWKI, entre 1944 e 1946, e à militância política, filiando-se ao Partido Comunista Brasileiro e candidatando-se a deputado, em 1945, e a senador, 1947. Ainda em 1946, Portinari volta a Paris para realizar sua primeira exposição em solo europeu , na Galerie Charpentier. A exposição teve grande repercussão, tendo sido Portinari agraciado, pelo governo francês, com a Légion d!Honneur. Em 1947 expõe no salão Peuser, de Buenos Aires e nos salões da Comissão nacional de Belas Artes, de Montevidéu, recebendo grandes homenagens por parte de artistas, intelectuais e autoridades dos dois países.


O final da década de quarenta assinala o início da exploração dos temas históricos através da afirmação do muralismo. Em 1948, Portinari exila-se no Uruguai, por motivos políticos, onde pinta o painel A PRIMEIRA MISSA NO BRASIL, encomendado pelo banco Boavista do Brasil. Em 1949 executa o grande painel TIRADENTES, narrando episódios do julgamento e execução do herói brasileiro que lutou contra o domínio colonial português. Por este trabalho Portinari recebeu, em 1950, a medalha de ouro concedida pelo Juri do Prêmio Internacional da Paz, reunido em Varsóvia.

Em 1952, atendendo a encomenda do Banco da Bahia, realiza outro painel com temática histórica, A CHEGADA DA FAMÍLIA REAL PORTUGUESA À BAHIA e inicia os estudos para os painéis GUERRA E PAZ, oferecidos pelo governo brasileiro à nova sede da Organização das Nações Unidas. Concluídos em 1956, os painéis, medindo cerca de 14x10 m cada - os maiores pintados por Portinari - encontram-se no "hall" de entrada dos delgados de edifício-sede da ONU, em Nova York. Em 1955, recebe a medalha de ouro concedida pelo Internacional Fine-Arts Council de Nova York como o melhor pintor do ano. Em 1956, Portinari viaja a Israel, a convite do governo daquele país, expondo em vários museus e executando desenhos inspirados no contado com recém-criado Estado Israelense e expostos posteriormente em Bolonha, Lima, Buenos Aires e Rio de Janeiro. Neste mesmo ano Portinari recebe o Prêmio Guggenheim do Brasil em 197, a Menção Honrosa no Concurso Internacional de Aquarela do Hallmark Art Award, de Nova York. No final da década de cinqüenta, Portinari realiza diversas exposições internacionais.


Expõe em Paris e Munique em 1957. É o único artista brasileiro a participar da exposição 50 ANOS DE ARTE MODERNA, no Palais des Beaux Arts, em Bruxelas, em 1958. Como convidado de honra, expõe 39 obras em sala especial na I Bienal de Artes Plásticas da Cidade do México, em 1958. No mesmo ano ainda, expõe em Buenos Aires. Em 1959 expõe na Galeria Wildenstein de Nova York e, juntamente com outros grandes artistas americanos como Tamayo, Cuevas, Matta, Orozco, Rivera, participa da exposição COLEÇÃO DE ARTE INTERAMERICANA, do Museo de Bellas Artes de Caracas. Candido Portinari morreu no dia 06 de fevereiro de 1962, quando preparava uma grande exposição de cerca de 200 obras a convite da Prefeitura de Milão, vítima de intoxicação pelas tintas que utilizava.



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

História da Arte Contemporânea


ARTE CONTEMPORÂNEA

A arte acompanha o homem e sua história em manifestações que refletem o contexto social do momento em que ele está inserido. E, partindo da premissa de que arte é cultura, o estudo de sua produção artística é uma potencial referência aos acontecimentos sociais, políticos e econômicos de cada época.

A Arte Contemporânea, alusão à arte produzida depois da 2ª Guerra Mundial, é caracterizada por apresentar uma ampla disposição para a experimentação, levando os artistas a realizarem uma verdadeira fusão de linguagens, materiais e tecnologias.

Os artistas contemporâneos, como em toda a história, mostram através de sua arte o pensamento de determinada época, a sociedade em que estão vivendo, as questões políticas, religiosas, econômicas e sociais que os envolvem. Distanciam-se do Modernismo e seus conceitos de negação ao que é antigo.

A Arte Contemporânea recebe inúmeras denominações, entre elas “Pós-Modernismo”. Todavia, esse termo é evitado por muitos autores contemporâneos. Segundo GARDNER (1996 p.87):

Muitos artistas e críticos dirão que este é um rótulo impreciso para formas diversas de expressão artística, uma crua aproximação daquilo que realmente está acontecendo. Mas, uma vez que precisamos usar palavras e ainda não apareceu ninguém com uma palavra melhor, Pós-Modernismo [é usado] para denotar a arte que sucede o Modernismo e que geralmente o ataca.

Requisitando uma nova forma de representação dos problemas atuais, a Arte Contemporânea é norteada, principalmente, por questões que afetam a todos diretamente, seja na rua, nos conceitos, nas relações pessoais, na mídia e na própria arte. Traz à tona um momento de integração das linguagens artísticas, combinando instalações, performances, imagens, textos e tecnologias.

Essa integração, em uma só obra, é fruto das relações sociais que, cada vez mais interligadas pelo fenômeno da globalização, promovem uma expansão de conceitos determinantes em diferentes culturas. O que resulta numa miscelânea de gostos e costumes apreciados em grandes mostras internacionais de arte como as bienais de Veneza e a Documenta de Kassel, que se cristalizam como as mostras coletivas mais importantes do mundo.

As bienais propiciaram a inter-relação de mundos, divulgando a arte brasileira no exterior e trazendo a arte internacional ao Brasil. Como a Bienal de São Paulo idealizada por Francisco Matarazzo Sobrinho. Inspirada na Bienal de Veneza, a primeira Bienal de Artes Plásticas de São Paulo aconteceu em 1951. Desde então, as 24 Bienais realizadas até hoje reuniram obras de valor inestimável. A média de participação estrangeira em todas as Bienais é de 50 países com, aproximadamente, 12 mil obras, entre nacionais e internacionais.

Portanto, na tentativa de entender essa miscelânea artística, este estudo reúne um panorama sistemático da arte contemporânea mundial, brasileira e maranhense, abrangendo movimentos artísticos característicos das décadas de 50 até os dias atuais.

2 RECORTE HISTÓRICO DOS ESTILOS CONTEMPORÂNEOS

A modernidade caracterizou-se por produzir diferentes estilos concomitantes e variadas correntes, numa demonstração de diversidades de gostos e, já de certa forma, numa busca pela originalidade, estilo próprio e pelo uso da criatividade na estética. O “Pós-Modernismo” possui correntes artísticas que diferem entre si, mas que reagem à liberdade da técnica disseminada pela pintura de ação modernista.

2. 1 HARD EDGE

Aos poucos o Action Painting é abandonado. Inaugurando um período, surge o Hard Edge Painting (pintura com contorno marcado) em Nova York, adotando o rigor do controle da técnica em função da liberdade sugerida pelo Expressionismo Abstrato. “A pintura Hard Edge usa formas simples e contornos rígidos. Os quadros são precisos e frios, como se feitos à máquina” (STRIKLAND, 2002, p.170). Foi neste estilo de arte que os artistas passaram a usar telas em que seus formatos de triangulos, circulos e outras formas irregulares passaram a tornar-se parte da composição.

2. 2 ARTE POP

Os anos 50 e 60 dão continuidade à história da arte com a Arte Pop e o resgate do figurativismo. Ela tem como características a impactante captação de imagens de produtos da mídia e da industria, uma forma de crítica ou, por que não, exaltação à sociedade de consumo. Ela “elevou a ícones os mais crassos objetos de consumo, como hamburgueres, louça sanitária, cortadores de grama, estojos de batom, pilhas de espaguete e celebridades como Elvis Presley” (STRICKLAND, 2002, p. 174).

Os trabalhos confeccionados possuíam grandes dimensões e revelavam, de forma bem humorada, imagens de quadrinhos e de objetos do cotidiano, como fez Andy Warhol em suas obras retratando latas de sopa Campbell e a atriz Marilyn Monroe, caracterizando o consumo das massas.

Warhol foi um mestre em autopromoção e abusou da irreverência. Sua obra é realmente centrada em torno da mercantilização, e as grandes imagens de outdoors da garrafa de Coca-Cola ou da lata de sopa Campbell, que explicitamente enfatizam o fetichismo das mercadorias, remete Jameson (1997, p. 35).

2. 3 ARTE OP

O termo optical alude à capacidade de exploração do olho perante determinadas obras pictóricas ou escultóricas. A Arte Op surgida na década de 50, procurava acentuar certos efeitos ópticos de natureza instável através de movimentos aparentes, imagens ambíguas e ilusões espaciais. Produz um jogo de efeitos entre cores, tons ou formas o que causa a sensação de movimento. “O que é novo na Op Art é que ela estende a ilusão de óptica até a arte não figurativa e a faz funcionar de todas as formas concebíveis”, remete JANSON (1996 p. 393).

2. 4 MINIMALISMO

Momento em que a arte se mostra despretensiosa e básica, afastando-se de sua função ideológica de representação, de marcas pessoais ou mensagem. Os artistas procuravam imediatismo, criando obras que ganharam notoriedade por sua simplicidade de apresentação com formas mínimas que deram corpo ao movimento minimalista na década de 60. Sua produção artística constituía telas monocromáticas e esculturas formadas por objetos pré-fabricados, como caixas de metal e até mesmo tijolos. Nele os objetos assumem posições seqüenciais.

Na visão pessimista de GARDNER (1996, p. 97), esse tipo de arte viria a ser o prenúncio do “fim da História da Arte”, tudo já havia sido feito.

2. 5 ARTE CONCEITUAL


Movimento artístico que, em toda história da arte, aboliu a pintura em sua tipologia de composição, adotando o termo objeto como designação de alguns tipos de trabalho e considerando a idéia, o conceito, por trás da confecção de uma obra artística. Quem deu nome ao movimento foi o artista Sol Le Witt, para ele “a própria idéia, mesmo se não é tornada visual é uma obra de arte, tanto quanto qualquer produto” (STRICKLAND, 2002, P. 178). Com o artista moderno Marcel Duchamp podem ser percebidos os primeiros indícios da sobrevalorização do conceito. Na Arte Conceitual o artista utiliza a arte como veículo de comunicação, pois ela exige a participação mental do espectador.

A Arte Conceitual ainda possui como sub movimentos a Arte Processo que parte do preceito de concepção da obra como idéia; a Arte Ambiental que é exposta ao ar livre, aproveitando o ambiente externo, das ruas e a natureza; a Arte Performática que deriva dos Happennings (surgidos na década de 60 com as apresentações públicas de Alan Kaprow), sugerindo um tipo de arte onde o artista utiliza o corpo como uma expressão cênica e as instalações como formas de representação em montagens utilizando objetos retirados de seu contexto usual para outro, que ressurge com uma nova significação partindo de uma idéia do artista. As instalações proporcionam ao fruidor, a possibilidade de poder entrar na obra, fazer parte dela.

2. 6 ARTE POVERA

Nos anos 70 surgiu na Itália a arte Povera. Significando Arte Pobre, sofreu influência da arte Conceitual e promoveu uma reação ao Minimalismo.

O objetivo da Arte Povera era desafiar os padrões da arte vigente criando imagens coerentes, mas fora da relação convencional de objetos e substâncias, como um verdadeiro desafio à ordem estabelecida. Como muitos movimentos, absorvia temas de cunho político como a oposição mundial à guerra do Vietnã.

Um tipo de arte com a intenção de interagir com o público através de instalações, esculturas e montagens com fotos, pintura e outros materiais não convencionais como terra, madeira, pedaços de árvore, ferramentas agrícolas, terra, metal, feltro, espelhos e trapos.

2. 7 FOTORREALISMO

Proporcionando um revival do Realismo, o Fotorrealismo, também conhecido como Hiper-realismo, mostra uma forma de retratar a realidade em uma fidelidade fotográfica. Porém, o que difere este movimento da década de 60 dos estilos tradicionais, dentro da história da arte, é que além dos artistas utilizarem aparelhos tecnológicos como projeção de slides e o airbrush.

Resultam deste trabalho, pinturas que se confundem com fotografias e esculturas que se confundem com pessoas. A arte fotorrealista, além da realidade, também exprime em suas obras simbologias e expressividade, utilizando a técnica clássica de perspectiva e desenho e a preocupação minuciosa com detalhes, cores, formas e textura. Utiliza-se de cores luminosas e pequenas figuras incidentais, para pintar de maneira irônica e bonita o mundo ao nosso redor. O Hiper-Realismo abriu espaço para o estilo neofigurativo.

2. 8 NEOFIGURAÇÃO

Movimento dos anos 70 e 80 que se baseia em seus principais preceitos, como o figurativismo e a expressividade. Um retorno do figurativismo por uma perspectiva diferente. Na pintura do alemão Anselm Kiefer, por exemplo, paisagens e pessoas aparecem num mundo expressionista de angústia e solidão.

2. 9 NEO-EXPRESSIONISMO

Modalidade artística resgatada a partir da década de 80, ao voltar a registrar os sentimentos através da arte. Foi fortemente influenciado pelo Expressionismo, Simbolismo e Surrealismo. Trouxe de volta a pintura e a escultura, com suas representações críticas, emocionais e subjetivas, após algumas décadas. Formulando o devir da arte em sua história universal. Os artistas costumavam utilizar tintas misturadas a materiais como areia, palha e outros, colados à tela.

A arte dos anos 90 e da virada do século reafirma as tendências supracitadas enveredando-se ainda mais na política e causas sociais, ambientais e econômicos. Mostra ainda a proliferação da arte performática, das instalações e suportes associados a gêneros híbridos e materiais variados.

2.2 ARTE CONTEMPORÂNEA NO BRASIL

O Brasil acompanha os movimentos artísticos internacionais com uma menor distância de tempo. Tal qual no exterior, a Arte Contemporânea começa a mostrar-se a partir da década de 50. Na década de 60 surge o Tropicalismo e sua contestação à política vigente através da arte; a década de 70 caracteriza-se pelas noções de conceito e tecnologia a serviço da arte; já na geração 80 produz-se uma arte de caráter festivo e alegre.

Em 20 de outubro de 1951, um acontecimento deu abertura a uma grande movimentação no campo artístico brasileiro, a realização da primeira Bienal de São Paulo que contou com 1.854 obras representando 23 países. Uma proposta de Ciccillo Matarazzo para a realização de uma grande mostra internacional inspirada na Bienal de Veneza.

Seu êxito resultou em “50 anos de atividades, 25 edições com a participação de 148 países, 10.660 artistas e cerca de 56.932 obras, num espaço que permitiu a estimulante convivência das artes plásticas, das artes cênicas, das artes gráficas, do design, da música, do cinema, da arquitetura e de muitas outras formas de expressão artística” (ARTIGAS, 2001).

A década marca também o ressurgimento, do Abstracionismo: Geométrico e Informal. O primeiro propõe a ruptura com a arte figurativa, baseando-se no neoplasticismo de Piet Mondrian. É adotado em São Paulo pelo Grupo Ruptura, em 1952, e no Rio de Janeiro com o Grupo Frente, em 1954.

O segundo, não se organiza em torno de grupos e teorias. Na verdade, seu pressuposto básico é a liberdade individual de cada artista para a expressão de sua subjetividade. Não há categorias a priori a condicionar a experiência artística; a única regra a ser seguida é a da não-representação. Inspira-se nas idéias e experiências do pintor Wassily Kandinsky.

O Neo-concretismo foi o movimento das artes plásticas, genuinamente brasileiro, que começa em 1957, no Rio de Janeiro, alguns artistas aliam sensualidade ao Concretismo. Um expoente do movimento é o artista Hélio Oiticica.

Os anos 60 favoreceram o declínio da abstração e o surgimento de uma produção artística que capta o consumo e a comunicação de massa, sugeridos pela influência da Arte Pop americana, além de promover opinião política e a militância por conta da repressão, da censura e pela referência do Tropicalismo.

Esse momento marca uma era onde a arte brasileira acompanha paripasso a arte internacional, produzindo instalações e happennings. Fez surgir movimentos como o Movimento Phases ou Grupo Austral e o Grupo Rex.

Teve também grandes mostras como a Opinião 65; Nova Objetividade Brasileira; Jovem Arte Contemporânea – JAC e Domingos de Criação.

A arte da década de 70 afasta-se da política e dos problemas sociais. É caracterizada pela emblematização da reflexão, da razão, do conceito e tecnologia. A Exposição Internacional de Arte por Meios Eletrônicos / Arteônica dá abertura à arte tecnológica, realizada com ajuda de computador. A Fundação Nacional de Arte (FUNARTE) é criada nesse período dando grande incentivo à produção artística brasileira.

O momento de transição para a década de 80 foi marcado pela insígnia das diretas já, pela retomada da pintura e pelas mudanças no panorama artístico, marcado por grandes exposições como: Tradição e Ruptura, 1984; A Trama do Gosto, 1987 (organizadas pela Bienal de São Paulo); A Mão Afro-Brasileira, 1988 (organizada pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo). Além da mostra Como Vai Você, Geração 80? Realizada em 1984 na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, um dos importantes centros de formação da nova geração no Rio de Janeiro.

A arte efêmera também é fruto desse momento utilizando os mais diversificados materiais para compor o objeto artístico. Para o poeta, ensaísta e crítico de arte, Ferreira Gullar (agosto,2002),

[...] A arte conceitual não propõe nada. Apenas adotou, como fundamento ideológico, o caráter efêmero que o consumismo impôs à sociedade atual [...] fazer da arte expressão do efêmero é chover no molhado. Efêmeros somos nós mesmos e quase tudo a nossa volta.

A arte contemporânea brasileira dos anos 90 desenvolve características da arte que está sendo feita em outros países, como, por exemplo, fazer o público participar, até mesmo interferir na obra de arte. Atitude apresentada nas diversas feiras internacionais de Artes Plásticas assim como nas diversas bienais.

2.3 ARTE CONTEMPORÂNEA NO MARANHÃO

A arte maranhense adentra na contemporaneidade com acontecimentos como as exposições esporádicas nas vitrines da Farmácia Jesus, onde era fabricado o Guaraná Jesus, cuja logomarca foi cria da por Ambrósio Amorim. Além das reuniões entre artistas e intelectuais na Movelaria Guanabara.

Entre os artistas desse período que trilharam seu caminho dentro da arte maranhense figuram: Ambrósio Amorim, Floriano Teixeira e Antônio Almeida, cujo estilo foge da composição tradicional dos demais.

No final da década de 70 a arte maranhense ganha grande incentivo com a fundação do Centro de Artes e Comunicações Visuais do Estado – CENARTE, hoje, Centro de Criatividade Odylo Costa Filho. Promovia o contato entre artistas maranhenses e artistas de outros estados, oferecendo oficinas sobre técnicas e práticas em diversas modalidades das artes visuais.

Um exemplo do incentivo às artes plásticas vem da Universidade Federal do Maranhão - UFMA, através do seu Departamento de Assuntos Culturais - DAC, ao realizar anualmente a mostra de Arte Efêmera, um evento aberto à comunidade, estudantes e artistas que procuram experimentações de arte ao apresentarem trabalhos de características conceituais através performances, instalações, vídeos, e outros trabalhos de natureza similar.

Entre os acontecimentos que nortearam o período destacam-se as fundações do Centro de Arte Japiaçú em 1972, do Museu Histórico e Artístico do Maranhão em 1973 e a criação da Associação dos Artistas Plásticos do Maranhão em 1976 pelos pintores Nagy Lajos, Ambrósio Amorim, José João Lobato e Jesus Santos.

Surgiram movimentos como o Antroponáutico de 1972 que, por sua vez, influenciou o Movimento Gororoba da década de 80, que teve como participantes representantes das diversas modalidades de arte como Valdelino Cécio, Sérgio Abib, Josias Sobrinho, César Teixeira, Paulo César e Ciro Falcão. Além do movimento Mirarte de 1982, fundado por Fernando Mendonça e Marçal Athaíde, que recebeu influência do artista Rubens Gerchman. Na mesma década alguns artistas iniciam estudos com o artista húngaro Nagy Lajos.

Os anos 90 foram marcados pela realização anual, de 1991 até 1996, da Coletiva de Maio no Salão de Maio do Convento das Mercês, sede da Fundação José Sarney, a qual promovia mostras que difundia a produção artística contemporânea local.

Outro evento que norteia a cultura local é o Concurso Literário e Artístico Cidade de São Luís criado em 1955 e hoje instaurado como lei municipal. Promovido pela Prefeitura Municipal de São Luís, através da Fundação Municipal de Cultura, realiza premiações nas áreas de artes visuais e literatura. Em 2004 comemora sua 27ª edição.

Aliados a esse fato ampliaram-se os espaços que divulgam e incentivam as manifestações artísticas maranhenses com exposições permanentes e temporárias como: o Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, o Convento das Mercês e o Palácio dos Leões. E espaços que exibem mostras temporárias como o Palacete Gentil Braga e a Galeria de Arte do SESC.

REFERÊNCIAS

ANDERSON, Perry. As origens da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999.

ARTE DO MARANHÃO 1940-1990. Banco do Estado do Maranhão. São Luís, MA, 1994.

BUORO, Anamelia Bueno. Olhos que pintam: a leitura da imagem no ensino da arte. São Paulo: Cortez, 2002.

CADERNOS HISTÓRIA DA PINTURA NO BRASIL. Instituto Itaú Cultural vols. 04, 05 e 06. São Paulo: ICI, 1993.

COLE, Alison. Cor. Coleção Galeria de arte. São Paulo: Manole, 1994.

Dicionário OXFORD de arte, 1996.

DONDIS, Donis A. Sintaxe da linguagem visual. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

FORTES, Raimunda. Leitura Visual: uma experiência interdisciplinar no estudo das artes plásticas. São Luís, 2001.

GARDNER, James. Cultura ou lixo? Uma visão provocativa da arte contemporânea. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996.

GULLAR, Ferreira. Revista Continente, agosto, 2002.

HEARTNEY, Eleanor. Pós-modernismo. São Paulo: Cosac & Naify, 2002.

HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA. São Paulo: Melhoramentos, 1981.

JAMESON, Fredric. Pós-modernismo: A Lógica Cultural do Capitalismo Tardio. São Paulo: Editora Ática, 1997.

JANSON, H. W. Iniciação à História da Arte. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

O LIVRO DA ARTE. Martins Fontes Editora. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

RODRIGUES, Antônio Edmilson Martins. A querela entre Antigos e Modernos: Genealogia da Modernidade. 2000.

STANGOS, Nikos (org.). Conceitos de arte moderna. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1991.

STRICKLAND, Carol. Arte Comentada, da Pré-História ao Pós-Modernismo. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002.

ZANINI, Walter (Org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Instituto Walter Moreira Salles, 1983.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Acopla


A Tela acima chama-se Acopla e foi a que deu nome a exposição que eu realizei em 2008 na Câmara Municipal do Salvador. Quando eu pintei essa tela, estava passando como ainda passa pela minha cabeça, fazer uma séire de telas de várias posições sexuais, inspiradas no Kama Sutra. cheguei a adquirir um DVD e o Livro com gravuras originais, mas as posições eram muito explícitas e a idéia que eu tenho é de algo mais discreto, por assim dizer.

O interessante foi a reação das pessoas quando viram essa pintura. Muitos acharam lindos e outros imoral. Mas a arte tem dessas coisas. Agrada ou desagrada. Por enquanto, acho que estou agradando.

Espero futuramente poder agradar a todos que admiram uma boa pintura.

Paisagem


Essa foi a primeira paisagem que eu pintei. Atualmente, ela está na residência de uma amiga minha. Quando eu fiz esse trabalho, eu quase enloqueci. Achei supre complicado fazer os sombreados e seguir à risca os contornos das casas e da mata verde.

Hoje, eu não tenho mais problema para pintar paisagens, embora eu quase não faça. Mas aprendi e achei agradável. É quase provável que eu faça uma série de paisagens e poste as fotos neste blog.

Alexandre Guedes

Esse trabalho não fez parte da minha exposição, na verdade foi um presente que eu fiz questão de dar a um cantor daqui de Salvador chamado Alexandre Guedes.

Eu simplesmente apaixonada por Alexandre. Ele é um artista muito esforçado, sabe levar alegria aonde passa e as pessoas, de um modo geral gostam muito dele.

Minhas pinturas são básicas e de criação. Para mim, pintar uma pessoa a partir de uma foto foi um grande desafio e eu necessitei de ajuda para executar esse trabalho. Foram exatos 45 dias para que esse quadro ficasse pronto. Meu amigo Márcio, proprietário de uma escola de pintura no Rio Vermelho foi quem me orientou passo a passo, quais cores utilizar e os pontos de sobreamento para dar o efeito de profundidade. Não pensem que foi fácil, pois não foi. Eu iniciei pintando toda o fundo com uma mistura de azul noite, sérpia e preto para que ficasse bem escuro e homogêneo. Eu amei o resultado final. Como sempre, utilizei cores fortes e vivas, que é uma marca registrada dos meus trabalho. Ficou lindo meu Alexandre.

Decepção


Essa tela tem uma história interessante. Eu batizei com o nome de decepção. Podem até se perguntar se não é meio móbida ou estranha, mas vou dizer algo interessante. Ela representa um momento na minha vida em que em vez de me tornar uma verdadeira artista plástica, optei burramente em me tornar secretária.

No ano de 1987, eu me inscrevi para o vestibular de Belas Artes da UFBA e na época eu residia em Alagoinhas. Infelizmente, devido a um erro cometido pelo caixa do banco, eu não pude realizar o vestibular, e o que é pior, perdi minha inscrição. Tudo porque ele me deu o papel errado. O que era para ir ao CPD da Universidade para ser computado, ficou na minha mão, enquanto o canhoto ficou no banco. Resultado dessa história: No dia que fui fazer o teste de aptidão na Faculdade de Belas Artes, meu nome não constava na lista. Assim mesmo o diretor permitiu que eu fizesse o teste, no entanto, a faculdade nada fez para reverter a situação. Até o Reitor, então Germano Tabacof me disse que não poderia fazer nada. Olhe, má vontade no serviço público impera e sempre imperou.
Quem sabe um dia, quando eu tiver um pouco mais de condição, eu não faça um curso livre lá na UFBA e essa tela que se chama hoje decepção, venha a se tornar emoção.

Corpo feminino


Essa pintura foi a primeira de uma série que eu intitulei "Acopla - As Cores da Sensualidade". Eu queria e muito fazer algo entre o surrealismo e o abistrato, então, começei a pintar formas femininas nuas, mas que muitas vezes, não pudesse ver o rosto ou qualquer outra parte do corpo.

O mais interessante dessa exposição, como eu disse na postagem passada, foram as cores vivas que eu fiz muita questão de colocar, pois elas dão uma vida e transmitem uma energia maravilhosa.

Não posso dizer que minha exposição foi um sucesso, mas pelo menos, eu fiquei conhecida não apenas aqui em Salvador, mas em outros locais como São Paulo, Rio de Janeiro e até na Argentina.

Eu participo de alguns sites de galerias virtuais e recebo constantemente convites para participar de coletivas, como por exemplo em São Paulo, Portugal e Nova York e até ter meus trabalhos publicados em livros e revistas. Mas ainda não disponho de um espaço, recurso e nem de um acervo considerável de telas. Minha pretenção é esse ano dar continuidade a linha sensual, só que abordando o tema da sexualidade. Sem que muita gente vai se chocar e vai falar, mas eu pinto o que eu acho bonito. A sensualidade é linda, embora enxargada por muitos de mentes poluídas e corações fechados para a arte como algo imoral e depravado. Não vejo dessa forma vejo do angulo do sentimento e deixo minha mente me levar aonde eu quiser e achar melhor.

Começando o meu blog


Ontem, quando eu iniciei esse blog, cheguei a escrever um monte de besteiras a meu respeito. Acredito que aquela postagem não ficou boa. Do que adianta ficar se queixando da vida e das pessoas que nos cercam, se não tomamos uma atitude para mudar essa situação? Acredito que tudo que acontece conosco é por nossa própria culpa, então em vez de me queixar, vou falar um pouco a meu respeito, mas de uma forma light.

Meu nome é Verônica, mas alguns amigos me apelidaram de Vevéu da Bahia, por dois motivos: O primeiro por eu ser muito despojada, divertida e gostar de dançar e o segundo, por causa das minhas pinturas.

Até pouco tempo atrás, eu assinava minhas telas com o meu nome inteiro, mas eu achei Vevéu da Bahia mais condizente, embora eu seja uma baiana falsificada. (rs)

Eu nasci no Rio de Janeiro há um pouco mais de 40 anos (estou ficando velha (rs)) e vim para a Bahia com 03. Então, de carioca tenho apenas a certidão de nascimento, pois ne sotaque eu tenho. Para mim a Bahia é a minha terra, o local que me acolheu e me acolhe de braços abertos, onde meu filho nasceu. Genuíno baiano da Gema. O mais interessante é que às vezes me bate uma vontade enorme de ir para o Rio de Janeiro como se o sangue me puxasse. Mas acredite ou não, tem mais de 20 anos que eu fui lá. Meu pai e alguns dos meus tios residem na Baiixada Fluminense, mais especificamente em Duque de Caxias, cidade que eu considero a cidade mais cinza depois de São Paulo que eu já vi. Eu não sei, acho que as pessoas não curtem pintar os prédios de forma colorida igual em Salvador. É interessante que os arquitetos daqui fazem questão de colocar verde, vermelho, cores fortes, enfim, nas faixadas das casas e edifícios e isso dá uma vida e traz uma energia muito boa para a cidade.

Mas mudando de assunto, eu desenho desde criança. Começei riscando roupas e até hoje faço questão de ver fotos de desfiles e de eventos das celebridades só para ver os vestidos que eu considero, na maioria das vezes, glamurosos. Entretanto, não tive oportunidade de me aperfeiçoar na área de moda. Acredite se quiser, não sei pregar um botão na camisa. Tenho a maior vontade de aprender a costurar só para ter a oportunidade de tirar os meus desenhos do papel, aprender a riscar os moldes , enfim acho o máximo. Só que há algum tempo atrás, começei a pintar tecidos e uma coisa levou a outra e hoje eu pinto telas. Não vou dizer que sou uma grande artista, cheia de criação, mas procuro colocar o que eu considero mais bonito em cada uma das minhas telas: a força das cores. Cores para mim é tudo de bom. Qualquer coisa multicolorida me atrai e por isso mesmo, algo chamativo.

Pretendo me aprimorar e pintar outros tipos de trabalhos como paisagens e flores, principalmente rosas, que eu considero simplesmente maravilhoso, embora trabalhoso.

É isso ai, eu sou simplesmente Vevéu da Bahia