segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Outras pintruas em tecido





Aqui estão algumas outras pinturas de tecido. Espero que gostem

Pinturas de tecidos

Editar páginas



Opções de postagem
Estou até o mês de março encostada pelo INSS, utilizando o famoso "Auxilio-Saúde", devido a um acidente que sofri. Estou tendo que fazer algumas sessões de fisioterapia muito chatas, mas até eu poder me operar, tenho que passar por isso. Esses tempos, infelizmente, nao tenho pintado telas, pois ainda não recebi o meu "saario" acima mencionado. Enquanto isso não acontece, pintei alguns panos, que pretendo transformar em almofadas e enfeitar o meu quarto. Tirei os desenhos de outro blog. Espero que gostem. As tintas não estavam muito boas, pois tem um bom tempo que não as utilizadas, de qualquer sorte, acho que o resultado final foi bom, por assim dizer.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Estão confundindo tudo!!!

Olhe gente, eu publiquei as obras de alguns artistas conhecidos e de alguns amigos meu, como Raimundo Bida. Mas publiquei também as minhas telas. Por favor gente, eu não sou Bida!!! Se quiserem saber mais a respeito dele ou como manter contato, pode falar diretamente comigo.
Apreciem também os meus trabalhos, que são feitos com muito carinho e que não são espetaculares como os dos meus amigos, mas são meus. Obrigada.

Desculpe a demora

Oi gente, tudo bem?

Desculpe por estar há mais de três meses sem acessar o meu blog, mas estou passando por um momento difícil na minha vida e estou tentando de toda a forma, sair deste labirinto em que estou vivendo.
Quando as pinturas, estou aos pouco pintando algumas telas e, em breve, estarei postando as fotos para que todos possam apreciar.

Estou pensando também em levar minha exposição "Acopla" para o interior, afinal, o que farei com tantas telas amontoadas lá em casa?

Beijosss,

Em breve, trabalhos novos.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Uma pequena paisagem


Essa paisagem ainda está em fase de acabamento, mas é uma tela 50X70, feita em acrílico. Eu não sou muito boa com esse tipo de pintura, mas acho que aos pouco, vou pegando a manha. Estou até tomando gosto ema fazer as casinhas, o céu e as florestas. Acho que está ficando bom

Testes em acrílico


Aos pouco, estou voltando a pintar algumas telas e resolvi, como havia informado anteriormente, pintar alguns trabalhos em acrílico. Aqui vai o primeiro deles, uma melindrosa, em 50x60. A foto não está bem focada, mas eu acredito que dá para se ter uma idéia do trabalho.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Informativo

Atualmente, estou sem atualizar o blog com novos trabalhos. Peço a todos que tenham um pouco de calma, pois estou pintando novas telas e pretendo, em breve, postar as fotos das mesmas.

Serão trabalhos simples, menos complexos dos que os anteriores, mas serão de coração.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Carlos Bastos

















Carlos Bastos é o que se pode chamar de ícone da pintura moderna baiana e brasileira. Os traços dos desenhos eram simplesmente de uma fineza e de uma delicadeza ímpares. Suas pinturas retratavam figuras do cenário baiano do cotidiano baiano, através de releituras de afrescos. No Plenário da Assembléia Legislativa da Bahia , há um painel simplesmente maravilhoso, onde foram retratados ícones que influenciaram e ainda influenciam a cultura e política do nosso Estado. Para mim, ainda está para nascer um artista tão completo quanto Carlos Bastos foi.



Bastos, Carlos (1925 - 2004)

Biografia

Carlos Frederico Bastos (Salvador BA 1925 - idem 2004). Pintor, ilustrador, cenógrafo. Inicia sua formação artística na Escola de Belas-Artes da Universidade da Bahia, onde ingressa em 1944 e assiste às aulas de João Mendonça Filho, Raymundo Aguiar e Alberto Valença. Nesse ano, participa, ao lado de Mario Cravo Júnior e de Genaro, da 1ª Mostra de Arte Moderna da Bahia. Muda-se para o Rio de Janeiro, em 1946, e conclui os estudos na Escola Nacional de Belas Artes - Enba. Estuda também na Sociedade Brasileira de Belas Artes e na Fundação Getúlio Vargas - FGV, aluno de Santa Rosa, Iberê Camargo e Carlos Oswald. Paralelamente, faz cursos particulares com Candido Portinari e aulas de cenografia com Martim Gonçalves. Em 1947, de volta a Salvador, organiza sua primeira individual na Biblioteca Pública. Nesse mesmo ano, realiza especialização na Arts Students League, Nova York. Vai para Paris, em 1949, onde faz cursos de pintura mural e afresco na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e aulas de desenho na Académie de la Grande Chaumière. De volta ao Brasil, em 1951, participa do 1º Salão de Arte Moderna, 1952, e do Salão Preto e Branco, 1954, entre outros. Após novo período em Paris, de 1957 a 1958, monta seu ateliê no Solar da Jaqueira em Salvador, fixando-se na cidade. Em 1962, um acidente o mantém por longo período em cadeira de rodas. Edita Santos e Anjos da Bahia, com prefácio de Jorge Amado, em 1965, momento em que uma paralisia leva-o a novo período em cadeira de rodas. Ilustra diversos livros nas décadas de 1970 e 1980.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Márcio Carttos




Márcio Carttos é o meu mentor. Eu sempre fui autodidata, e quando eu começei a pintar, recebi várias críticas negativas do meu trabalho e foi com Márcio que eu começei a conhecer melhor as tonalidades, misturas e massetes que até então eu desconhecia. O pouco que eu sei de tecnicas de sombra, eu aprendi com ele. Márcio sabe absolutamente tuuuudo de cores, matizes e técnicas de pintura. Eu sempre digo que não chego aos calcanhares dele, mas ele me considera uma grande pintora e acima de tudo, me considera criativa. Eu ainda não sei pintar como ele, mas quem sabe um dia, eu não chegue pelo menos ao um dedinho dele de tanto talento.

Márcio, eu te amo, viu?

Semana de Arte Moderna


A Semana de Arte Moderna foi e ainda é considerada um marco crescente na cultura brasileira, até então vinculada com as tradições européias. Para alguns, um verdadeiro choque, devido aos trabalhos apresentados, para outros uma verdadeira revolução. O fato é que a Semana de Arte Moderna revelou artistas até então conhecidos mas pouco comentados como Osvald de Andrade, Mário de Andrade, Tarcila do Amaral, dentre outros.A Semana de Arte Moderna de 22, realizada entre 11 e 18 de fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo, contou com a participação de escritores, artistas plásticos, arquitetos e músicos.
Seu objetivo era renovar o ambiente artístico e cultural da cidade com “a perfeita demonstração do que há em nosso meio em escultura, arquitetura, música e literatura sob o ponto de vista rigorosamente atual”, como informava o Correio Paulistano a 29 de janeiro de 1922.
A produção de uma arte brasileira, afinada com as tendências vanguardistas da Europa, sem contudo perder o caráter nacional, era uma das grandes aspirações que a Semana tinha em divulgar.
Esse era o ano em que o país comemorava o primeiro centenário da Independência e os jovens modernistas pretendiam redescobrir o Brasil, libertando-o das amarras que o prendiam aos padrões estrangeiros.Seria, então, um movimento pela independência artística do Brasil.
Os jovens modernistas da Semana negavam, antes de mais nada, o academicismo nas artes. A essa altura, estavam já influenciados esteticamente por tendências e movimentos como o Cubismo, o Expressionismo e diversas ramificações pós-impressionistas.
Até aí, nenhuma novidade nem renovação. Mas, partindo desse ponto, pretendiam utilizar tais modelos europeus, de forma consciente, para uma renovação da arte nacional, preocupados em realizar uma arte nitidamente brasileira, sem complexos de inferioridade em relação à arte produzida na Europa.
De acordo com o catálogo da mostra, participavam da Semana os seguintes artistas: Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Zina Aita, Vicente do Rego Monteiro, Ferrignac (Inácio da Costa Ferreira), Yan de Almeida Prado, John Graz, Alberto Martins Ribeiro e Oswaldo Goeldi, com pinturas e desenhos;
Marcavam presença, ainda, Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso e Wilhelm Haarberg, com esculturas; Antonio Garcia Moya e Georg Przyrembel, com projetos de arquitetura.
Além disso, havia escritores como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Sérgio Milliet, Plínio Salgado, Ronald de Carvalho, Álvaro Moreira, Renato de Almeida, Ribeiro Couto e Guilherme de Almeida.
Na música, estiveram presentes nomes consagrados, como Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernâni Braga e Frutuoso Viana.
São Paulo dos anos 20 era a cidade que melhor apresentava condições para a realização de tal evento. Tratava-se de uma próspera cidade, que recebia grande número de imigrantes europeus e modernizava-se rapidamente, com a implantação de indústrias e reurbanização. Era, enfim, uma cidade favorável a ser transformada num centro cultural da época, abrigando vários jovens artistas.
Ao contrário, o Rio de Janeiro, outro polo artístico, se achava impregnado pelas idéias da Escola Nacional de Belas-Artes, que, por muitos anos ainda, defenderia, com unhas e dentes, o academicismo.
Claro que existiam no Rio artistas dispostos a renovar, mas o ambiente não lhes era propício, sendo-lhes mais fácil aderir a um movimento que partisse da capital paulista.
Em 1913, estivera no Brasil, vindo da Alemanha, o pintor Lasar Segall. Realizou uma exposição em São Paulo e outra em Campinas, ambas recebidas com uma fria polidez. Desanimado, Segall seguiu de volta à Alemanha, só retornando ao Brasil dez anos depois, quando os ventos sopravam mais a favor. A exposição de Anita Malfatti em 1917, recém chegada dos Estados Unidos e da Europa, foi outro marco para o Modernismo brasileiro.
Todavia, as obras da pintora, então afinadas com as tendências vanguardistas do exterior, chocaram grande parte do público, causando violentas reações da crítica conservadora.
A exposição, entretanto, marcou o início de uma luta, reunindo ao redor dela jovens despertos para uma necessidade de renovação da arte brasileira. Além disso, traços dos ideais que a Semana propunha já podiam ser notados em trabalhos de artistas que dela participaram (além de outros que foram excluídos do evento). Desde a exposição de Malfatti, havia dado tempo para que os artistas de pensamentos semelhantes se agrupassem. Em 1920, por exemplo, Oswald de Andrade já falava de amplas manifestações de ruptura, com debates abertos.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Di Cavalcanti





















Di Cavalcanti era um daqueles artistas que tinha a sensibilidade à flor da pele, principalmente por saber retratar tão bem um dos tipos étnicos mais bonitos do nosso Brasil: Os mulatos. Cada uma das suas obras exprimie através das cores encorpadas e leves ao mesmo tempo essa maravilhosa sensibilidade. É difícil ver artistas nos dias de hoje que demonstre tana dedicação e carinho com os seus trabalhos como Di Cavalcante demonstrava.


Di Cavalcanti (1897 - 1976)


Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo (Rio de Janeiro RJ 1897 - idem 1976). Pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Inicia sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, reside em São Paulo, onde freqüenta o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Convive com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade e Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Em 1921, ilustra A Balada do Enforcado, de Oscar Wilde, e publica o álbum Fantoches da Meia-Noite, editado por Monteiro Lobato. É o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expõe 12 obras. Em 1923, faz sua primeira viagem à França, onde atua como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, freqüenta a Academia Ranson, instala ateliê e conhece obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Volta a São Paulo em 1926, trabalha como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. A estada em Paris marca um novo direcionamento em sua obra. Conciliando a influência das vanguardas européias com a formulação de uma linguagem própria; adota uma temática nacionalista e preocupa-se com a questão social. No ano de 1928, filia-se ao Partido Comunista do Brasil - PCB. Em 1931, participa do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, funda em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos - CAM. Em 1933, publica o álbum A Realidade Brasileira, uma sátira ao militarismo da época. Em 1938 viaja a Paris, onde trabalha na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retorna ao Brasil em 1940, trabalha como ilustrador, e publica poemas e memórias de viagem. Em 1972, seu álbum 7 Xilogravuras de Emiliano Di Cavalcanti é editado pela Editora Chile.


Atualizado em 26/03/2009

Fonte: Itaú Cultural

quarta-feira, 17 de março de 2010

Raimundo Bida

Raimundo Bida é um dos grandes e porque não dizer, melhores artistas que eu tenho o prazer de conhecer. Ele faz pinturas estilo naif que são simplesmente maravilhosas de uma qualidade de cores que realmente impressiona. O mais legal de Bida é que ele é autodidata, trabalha com tinta acrílica e consegue com ela criar o mesmo efeito do óleo deixando as cores das telas bem encorpadas.














Eu já descobri, através de algumas experiência com acrílico, massetes para dar o efeito incorpado nas cores. Eu pintei algumas telinhas que eu pretendo fotografar e colocar em em blog em breve, todas pintadas em acílico sobre tela. Ainda assim, não chega aos pés da técnica aplicada por Bida.

Raimundo Santos Bida, nascido em 1971, em Nazaré das Farinhas – Bahia. Começou a desenvolver seus dons artísticos ainda na infância. Com 10 anos, pintou o seu primeiro quadro. Atraído pelas artes plásticas, abandonou o curso de desenho arquitetônico para assumir-se como pintor. Através do artista plástico Gil Abelha, integra-se ao movimento artístico do centro histórico de Salvador (Pelourinho), conhecendo vários artistas que o incentivou, tais como: Totonho, Calixto Sales, Walba, Luis Lourenço, Edmundo Simas e o Marchand Evaldo Oliveira. Nesse mesmo ano filia-se na Associação de Artistas Populares do Centro Histórico de Salvador (AAPCHS), participando durante uma gestão do quadro diretório. Em 1988, faz a sua primeira exposição coletiva, iniciando assim uma trajetória de várias exposições nacionais e internacionais. Suas temáticas são variadas configurando dentro de muitas paisagens e personagens regionais do nordeste brasileiro, introduzindo-os em um contexto sócio-político e cultural. de exercer a atividade de artista plástico, atua também como cantor, compositor e músico.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Renoir

Falar de Renoir é simplesmente chover no molhado. Ele foi um dos grandes representantes do impressionismo e as telas dele são de uma delicadeza impar. Eu acho simplesmente lindos os trabalhos de Renoir. Para mim ele é o melhor do seu gênero.















"A dor passa, mas a beleza permanece", disse Renoir, um dos maiores pintores impressionistas, mestre em fixar em suas telas a luz, o brilho e a beleza das coisas.

Pierre-Auguste Renoir nasceu em família modesta : o pai era alfaiate. Em 1845, a família mudou-se para Paris, mas retornaria para Limoges três anos depois.

Em 1855, Renoir, com o intuito de adquirir um ofício, foi aprender decoração de porcelana e trabalhar no próprio ateliê onde estudava. Três anos depois, começou a pintar estampas em tecidos.

Em 1862, mudou-se para Paris e foi admitido na École des Beaux-Arts. Passou a visitar regularmente o Museu do Louvre e começou a estagiar no ateliê do pintor suíço Charles Gleyre.

Em 1866, inscreveu seu quadro "A Hospedaria da Mãe Anthony" no Salão Oficial das Artes, mas foi rejeitado. Dois anos depois, o salão aceitou a tela "Lise". Mesmo assim, o impressionismo -o novo estilo que Renoir adotara- ainda não era uma forma de arte aceita pela crítica. Por isso, Renoir e seus companheiros planejaram organizar uma exposição de arte impressionista.

Mas, em 1870, com a invasão prussiana da França, Renoir foi convocado, participando da guerra como soldado.

Em 1874, Renoir e outros artistas (como Manet, Degas e Pissarro) enfim organizaram a exposição dos impressionistas.

Ela se realizou no estúdio do famoso fotógrafo Nadar. Embora rejeitada pelos críticos, a exposição se repetiria em 1876, 1877 e 1879.

Durante esses anos, Renoir foi ficando famoso. Em 1880, casou com sua modelo Aline Charigot (eles teriam dois filhos, Pierre e Jean). No ano seguinte, pintou "Rosa e Azul", o célebre "quadro das duas meninas" que hoje está no Museu de Arte de São Paulo (Masp). Em 1882, viajou para a Itália para estudar.

Em 1892, obteve reconhecimento oficial para a pintura impressionista: um quadro seu foi adquirido pelo governo francês.

Num acidente de bicicleta, em 1897, quebrou o braço. Dois anos depois, foi acometido de reumatismo, passando a ter problemas de mobilidade.

Em 1904, quando já era admirado em toda a Europa, organizou-se uma grande retrospectiva de sua obra. No ano seguinte, Renoir mudou-se para Cagnes, em busca de clima mais saudável.
Oito anos depois, as dificuldades de saúde o obrigaram a pintar sentado e amarrar os pincéis aos dedos.

Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial (1914), teve seus dois filhos convocados (eles seriam feridos). Durante a guerra, também perdeu a esposa, Aline.

Em 1919, Renoir finalmente viu suas obras serem aceitas no Louvre. Em dezembro daquele ano, morreu em sua casa de Cagnes, aos 78 anos













Redescobrindo-se


Interessante esse trabalho, pois ele não é de minha autoria. Trata-se de mais uma releitura. Eu encontrei essa foto no site de pintura corporal e achei tão linda que imaginei como ficaria bonita pintada em óleo sobre tela. Ela também é totalmente surreal o que eu achei simplesmente demais. Eu praticamente viajei fazendo essa tela, porque as cores ficaram tão harmonicas que quando colocada na parede dá uma vida incrível.

Farol de Itapoan


Esta tela eu pintei no ano de 2008, pois a maioria das pessoas que eu conheço achavam que eu deveria pintar algumas paisagens daqui de Salvador. Então, escolhi uma que eu considero simplesmente linda.

O Farol de Itapoan é um dos pontos mais belos de Salvador e tentar retratá-lo para mim foi um prazer. É bom provável que eu resolva pintar novas paisagens da cidade e pretendo escolher com calma de modo que eu faça um trabalho bonito e de qualidade.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Colombina


"Colombina...
Seja minha menina, só minha...
Bailarina...
Mandarina da China, Rainha...."
(Ed Mota - Colombina)

Essa Colombina saiu totalmente da miinha cabeça. Eu sou obcecada por máscaras e gostaria de um dia pintar várias máscaras cheia de cores.

Ao concebê-la, eu queria fazer uma ginasta com o corpo bem delgado, utilizando uma máscara de colombina mesmo. E ai, o efeito final foi essa tela cujas cores são opacas, mas que contrastam com os bilhos aplicados na tela. Acredito que tenha ficado muito lega esste trabalho.

Salvador Dali - O ícone do Surrealismo


Salvador Dali realmente era um gênio. A mistura surreal dos trabalhos dele, faz o expectador simpesmente viajar, pois representa o tudo e o nada ao mesmo tempo. Eu sou simpesmente apaixonada pelo Surreal. Eu gostaria e muito de ter uma imaginação tão fértil a ponto de conseguir viajar nas minhas pinturas de modo a fazer um trabalho surrealista.

Quem foi

Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech nasceu em 11 de maio de 1904, na cidade espanhola de Figueres (Catalunha). Foi um dos mais importantes artistas plásticos (pintor e escultor) surrealistas da Espanha.

Vida do artista, fases e estilo

Desde a infância, Dalí demonstrou interesse pelas artes plásticas. No ano de 1921, entrou para a Escola de Belas Artes de São Fernando, localizada na cidade de Madri. Porém, em 1926, foi expulso desta instituição, pois afirmava que ninguém era suficientemente competente para o avaliar.

Nesta fase da vida, conviveu com vários cineastas, artistas e escritores famosos, tais como: Luis Bruñel, Rafael Alberti e Frederico Garcia Lorca.

Em 1929, viajou para Paris e conheceu Pablo Picasso, artista que muito influenciou a produção artística de Dalí. No ano seguinte, começou a fazer parte do movimento artístico conhecido como surrealismo.

A década de 1930 foi um período de grande produção artística de Dali. Nesta fase, o artista representava imagens do cotidiano de uma forma inesperada e surpreendente. As cores vivas, a luminosidade e o brilho também marcaram o estilo artístico de Dali. Os trabalhos psicológicos de Freud influenciaram muito o artista neste período É desta fase uma de suas obras mais conhecidas “A persistência da Memória”, que mostra um relógio derretendo.

Em 1934, Dali casou-se com uma imigrante russa chamada Elena Ivanovna Diakonova, conhecida como Gala.

Em 1939, foi expulso do movimento surrealista por motivos políticos. Grande parte dos artistas surrealistas eram marxistas e justificaram a expulsão de Dalí, alegando que o artista era muito comercial.

Em 1942, Dali e sua esposa foram morar nos Estados Unidos, país em que permaneceu até 1948. Voltou para a Catalunha em 1949, onde viveu até o final de sua vida.

Em 1960, Dali colocou em prática um grande projeto: o Teatro-Museo Gala Salvador Dali, em sua terra natal, que reuniu grande parte de suas obras.

Em 1982, com a morte de sua esposa Gala, Dali entrou numa fase de grande tristeza e depressão. Parou de produzir e se recusava a fazer as refeições diárias. Ficou desidratado e teve que ser alimentado por sonda. Em 1984, tentou o suicídio ao colocar fogo em seu quarto. Passou a receber o cuidado e atenção de seus amigos.

Dali morreu na cidade de Figueres, em 23 de janeiro de 1989, de pneumonia e parada cardíaca.

Principais obras de Salvador Dalí:

1922 - Cabaret Scene e Night Walking Dreams
1925 - Large Harlequin and Small Bottle of Rum
1926 - Basket of Bread e Girl from Figueres
1927 - Composition With Three Figures e Than Blood
1929 - O Grande Masturbador
1929 - Os Primeiros Dias da Primavera
1931 - A Persistência da Memória
1931 - A Velhice de Guilherme Tell
1932 - O Espectro do Sex Appeal,
1932 - O Nascimento dos Desejos Líquidos
1932 - Pão-antropomorfo catalão
1933 - Gala Com Duas Costeletas de Carneiro em Equilíbrio Sobre o Seu Ombro
1936 - Canibalismo de Outono
1936 - Construção Mole com Feijões Cozidos
1938 - España 1938
1937 - Metamorfose de Narciso
1937 - Girafa em Chamas
1940 - A Face da Guerra
1943 - Poesia das Américas
1944 - Galarina e Sonho Causado Pelo Voo de uma Abelha ao Redor de Uma Romã um Segundo Antes de Acordar
1945 - A Cesta do Pão
1946 - A Tentação de Santo Antônio
1949 - Leda Atômica
1949 - Madona de Portlligat.
1951 - Cristo de São João da Cruz
1954 - Crucificação ("Corpus Hypercubus")
1956 - Natureza-Morta Viva
1958 - Rosa Meditativa
1959 - A Descoberta da América por Cristóvão Colombo
1970 - Toureiro Alucinógeno
1972 - La Toile Daligram
1976 - Gala Contemplando o Mar
1983 - The Swallow's Tail.


Perfil

Esta tela eu fiz baseada em uma foto que eu vi no livro do Kama Sutra. No original, lógico, havia uma mulher idiana. Mas eu quis, como sempre fazer a diferença. O efeito final ficou diferente, pois ela parece ser um pouco andrógena devido a força dos traços do rosto.

Mesmo assim, quem foi a minha exposição e viu essa tela achou simplesmente linda.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Diego Rivera



Falar de Frida Kahlo e não falar de Diego Rivera é simplesmente impossível. Diego Rivera, assim como Frida KahLo, foi um dos maiores artistas do século XX. Suas pinturas são de uma força tanto nas composição das cores como dos personagens. Eu ainda ousei fazer uma releitura de uma das telas que le pintou e sinceramente, me sinto muito abaixo do seu enorme talento.




Um pouco sobre Diego Rivera:

Diego Rivera foi um dos maiores pintores mexicanos e um dos protagonistas do muralismo mexicano, juntamente com Orozco e Siqueiros.

Rivera nasceu em Guanajato, em 1886. Estudou na Academia de Bellas Artes de San Carlos, no México, mas aos 21 anos partiu para a Europa, beneficiando de uma bolsa de estudo, onde ficou até 1921. Esta experiência enriqueceu-o muito em termos artísticos, pois teve contacto com muitos pintores e correntes estéticas, que influenciaram a sua obra.

Regressado ao México dedica-se intensamente à pintura mural, onde desenvolve um trabalho monumental, tanto em termos formais como, principalmente, de conteúdo.

Rivera era um homem empenhado políticamente. A sua militância comunista reflecte-se claramente nas temáticas da sua pintura. Rivera pinta o povo índio em toda a sua dimensão social e histórica, de uma forma profundamente idealista e utópica. Em termos formais "...os trabalhadores das suas obras ainda revelam as suas influências clássicas. Inicialmente pintadas de uma forma bi-dimensional, as suas figuras "ganharam corpo" tendo em conta os frescos italianos da Renascença e as suas próprias experiências cubistas". (António Luque)

Rivera também praticou a pintura de cavalete, apesar de considerar esta uma modalidade menor em comparação com a pintura mural, uma vez que não tinha a mesma força de intervenção política pois não levava a sua mensagem às massas. Manifestação pela Paz (1956) é um dos exemplos mais importantes desta faceta da sua obra.

Da sua vasta obra como muralista destacam-se os frescos do Palácio do Governo (1929) e do Palácio Nacional (1935), no México. Mas Rivera também trabalhou fora do México. Entre 1930-1934, trabalhou no fresco do Rockfeller Center, em Nova Iorque, que foi destruído antes de terminado. Neste fresco Rivera fazia a exaltação do comunismo e uma crítica dura do capitalismo, "mostrava ao mundo a convicção optimista de que "um dia" o homem será dono do seu destino em vez de ser empurrado para lá e acolá por forças que ele não é capaz de controlar". (idem)

Rivera morreu em 1957, no México.

Entre 1921 e 1956, Rivera pintou uma superfície total de 6.730 m2, divididos por 19 edifícios no México, 8 nos E.U.A., 1 na China e 1 na Polónia.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Frida Kahlo



Eu considero artista plástica mexicana Frida Kahlo simplesmente incrível. Suas pinturas , demonstram a dor e a realidade em que ela vivia, devido aos problemas de saúde que embora limitassem seus movimentos, nunca foram impecílios para que ela se tornasse uma das maiores artistas plásticas de todos os tempos.

Abaixo, a biografia dessa maravilhosa artista.

Biografia Frida Kahlo

Para se entender as pinturas de Frida Kalho é necessário conhecer a sua vida.

Frida Nasceu em 1907 no México, mas gostava de declarar-se filha da revolução ao dizer que havia nascido em 1910. Sua vida sempre foi marcada por grandes tragédias; aos seis anos contraiu poliomelite, o que à deixou coxa. Já havia superado essa deficiência quando o ônibus em que passeava chocou-se contra um bonde. Ela sofreu multiplas fraturas e uma barra de ferro atravessou-a entrando pela bacia e saindo pela vagina. Por causa deste último fez várias cirurgias e ficou muito tempo presa em uma cama.

Começou a pintar durante a convalescença, quando a mãe pendurou um espelho em cima de sua
cama. Frida sempre pintou a si mesma: "Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor". Suas angustias, suas vivências, seus medos e principalmente seu amor pelo marido Diego Rivera.

A sua vida com o marido sempre foi bastante tumultuada. Diego tinha muitas amantes e Frida
não ficava atrás, compensava as traições do marido com amantes de ambos os sexos. A maior dor
de Frida foi a impossibilidade de ter filhos (embora tenha engravidado mais de uma vez, as
seqüelas do acidente a impossibilitaram de levar uma gestação até o final), o que ficou claro em
muitos dos seus quadros.

Os seus quadros refletiam o momento pelo qual passava e, embora fossem bastante "fortes", não
eram surrealistas: "Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei minha própria realidade". Frida contraiu uma pneumonia e morreu em 1954 de embolia
pulmonar, mas no seu diário a última frase causa dúvidas: "Espero alegremente a saída - e espero nunca mais voltar - Frida". Talvez Frida não suportasse mais.





Odalisca


Essa tela é um trabalho em que eu quis diferenciar um pouco das demais telas, tentando mesclar pintura, colagem e espatulagem.

Inicialmente, quando conclui a tela, não gostei do efeito final. Na verdade, quando eu acabo um trabalho, não me encanto muito com o efeito, mas depois que eu coloco na parece é que eu percebo o quanto interessante ficou.

Essa odalisca foi um misto de sensualidade e modernidade. Acredito que o que eu queria realmente demonstrar, eu consegui.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Mulher de costas - Liliian


Este trabalho foi o primeiro que eu fiz com a técnica de sombreamento e volume. Não pensem que foi fácil fazer uma tela e dar um efeito tão perfeito no final. Foram 30 dias para concluir a pintura.

Começei pintando todo o fundo com as curvas multicoloridas, uma a uma, escolhendo as cores certas e que combinassem entre si, de modo a formar um conjunto armonioso. Depois, fui pintando aos poucos o corpo, de modo que as cores desse o efeito de sobra. Por, foi passada uma trincha e a tinta se espalhou nos pontos dando o efeito final que todos estão vendo.

Essa tela já foi vendida e está em uma academia de ginástica. Tomara que um dia, ela venha a valer muito.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Africana


Esse trabalho em pintei no ano de 2008 e criou uma certa controvérsia entre a corrente mais conservadora, principalmente para minha mãe que não suporta essa tela. Observando o sombreado e todo o conjunto de cores, eu diria que esse foi um dos trabalhos mais bonitos que eu já fiz. Como sempre, demorei uma média de 20 dias para concluir. Você pode se perguntaro por quê da demora ou da rapidez para concluir uma pintura. Como eu sempre pinto as formas multicoloridas como cenário de fundo, geralmente eu procuro ir fazendo experimentos com as cores até alcançar o efeito desejado e isso exige um pouco de tempo, fora a personagem principal que por ser rica em detalhes de sombra e volume, não pode ser feita de qualquer jeito.

Mas a controvérsia da pintura está em um pequeno detalhe que eu não vou contar qual é e eu espero que alguém comente e me diga (rs).

A ciclista


Trabalho feito em 2008 em óleo sobre tela nas dimensões 80x1,20. É interessantever que até pedalar uma bicicleta pode ser algo sexy.

Inicialmente quando eu terminei essa tela, eu não gostei muito do resultado final, mas depois, prestando melhor atenção, vi que se trata de uma tela erótica a tal ponto, que um rapaz que visitou minha mostra que eu realizei em 2008, se sentiu excitado.

Imagine a energia que essa pintura transmite.

O tempo não para

"É possível adivinhar o futuro a partir daquilo que você está fazendo no presente."
Nei Ferrarini

Como dizia o grande poeta Cazuza "o tempo não para". Palavras fortes e com um significado vivo na vida de todos.

Eu queria com essa tela, retratar metaforicamente o que essas palavras queriam dizer. Então, criei uma ampulheta com um rosto jovem que pode representar o tempo atual ou não e um rosto envelhecido que representa o futuro de todos nós, não importando se aplicamos botox ou fazemos plásticas para corrigir as imperfeições. O tempo é um senhor cruel e não adianta correr contra ele, pois está presente em nossas vidas todos os dias, todas as horas e a cada minuto.

Hoje foi o amanhã e o ontem também já foi hoje. Então o futuro sempre é o presente e temos que vivê-lo da melhor forma possível e de preferência intensamente, cada dia, como se fosse o último.

A Vendedora de Flores - Diego Rivera


Um dia, estava pesquisando na internet algumas pinturas para poder praticar um pouco e me deparei com a tela de Diego Rivera "a vendadora de Flores". Ele retrata a uma moça com um grande cesto de copo de leite nas costas e o fundo é totalmente escuro. Achei tão interessante, que resolvi fazer uma releitura, lógico que com um toque especial de Vevéu.
Então, no lugar de copos de leite eu pintei rosas, apliquei algumas borboletas confeccionadas com penas e betume e o fundo fiz totalmente multicolorido, dando um ar mais alegre.

Interessante é que todos que vão a minha residência ficam viajando nesse trabalho, pois ele fica bem na sala, em frente a porta. Eu considero uma tela bonita e que me custou exatos 20 dias para ficar totalmente pronta.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Cândido Portinari




Resolvi colocar a biografia de um dos grandes artistas brasileiros que eu admiro demais. Cândido Portinari.












Candido Portinari nasceu no dia 29 de dezembro de 1903, numa fazenda de café em Brodoswki, no Estado de São Paulo. Filho de imigrantes italianos, de origem humilde, recebeu apenas a instrução primária de desde criança manifestou sua vocação artística. Aos quinze anos de idade foi para o Rio de Janeiro em busca de um aprendizado mais sistemático em pintura, matriculando-se na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1928 conquista o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro da Exposição Geral de Belas-Artes, de tradição acadêmica. Vai para Paris, onde permanece durante todo o ano de 1930. Longe de sua pátria, saudoso de sua gente, Portinari decide, ao voltar para o Brasil em 1931, retratar nas suas telas o povo brasileiro, superando aos poucos sua formação acadêmica e fundindo a ciência antiga da pintura a uma personalidade experimentalista a antiacadêmica moderna. Em 1935 obtém seu primeiro reconhecimento no exterior, a Segunda menção honrosa na exposição internacional do Carnegie Institute de Pittsburgh, Estados Unidos, com uma tela de grandes proporções intitulada CAFÉ, retratando uma cena de colheita típica de sua região de origem.


A inclinação muralista de Portinari revela-se com vigor nos painéis executados no Monumento Rodoviário situado no Eixo Rio de Janeiro – São Paulo (na hoje “Via Dutra”), em 1936, e nos afrescos do novo edifício do Ministério da Educação e Saúde, realizados entre 1936 e 1944. Estes trabalhos, como conjunto e como concepção artística, representam um marco na evolução da arte de Portinari, afirmando a opção pela temática social, que será o fio condutor de toda a sua obra a partir de então. Companheiro de poetas, escritores, jornalistas, diplomatas, Portinari participa da elite intelectual brasileira numa época em que se verificava uma notável mudança da atitude estética e na cultura do país: tempos de Arte Moderna e apoio do mecenas Getúlio Vargas que, dentre outras qualidades soube cercar-se da nata da intelectualidade brasileira de seu tempo.

No final da década de trinta consolida-se a projeção de Portinari nos Estados Unidos. Em 1939 executa três grandes painéis para o pavilhão do Brasil na Feira Mundial de Nova York. Neste mesmo ano o Museu de Arte Moderna de Nova York adquire sua tela O MORRO. Em 1940, participa de uma mostra de arte latino-americana no Riverside Museum de Nova York e expõe individualmente no Instituto de Artes de Detroit e no Museu de Arte Moderna de Nova York, com grande sucesso de público, de crítica e mesmo de venda (menor das preocupações do Artista...)

Em dezembro deste ano a Universidade e Chicago publica o primeiro livro sobre o pintor, PORTINARI, HIS LIFE AND ART, com introdução do artista Rockwell Kent e inúmeras reproduções de suas obras. Em 1941, Portinari executa quatro grandes murais na Fundação Hispânica da Biblioteca do Congresso em Washington, com temas referentes à história latino-americana. De volta ao Brasil, realiza em 1943 oito painéis conhecidos como SÉRIE BÍBLICA, fortemente influenciado pela visão picassiana de Guernica e sob o impacto da 2ª Guerra Mundial. Em 1944, a convite do arquiteto Oscaar Niemeyer, inicia as obras de decoração do conjunto arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, destacando-se o mural SÃO FRANCISCO e a VIA SACRA, na Igreja da Pampulha. A escalada do nazi-fascismo e os horrores da guerra reforçam o caráter social e trágico de sua obra, levando-o à produção das séries RETIRANTES e MENINOS DE BRODOSWKI, entre 1944 e 1946, e à militância política, filiando-se ao Partido Comunista Brasileiro e candidatando-se a deputado, em 1945, e a senador, 1947. Ainda em 1946, Portinari volta a Paris para realizar sua primeira exposição em solo europeu , na Galerie Charpentier. A exposição teve grande repercussão, tendo sido Portinari agraciado, pelo governo francês, com a Légion d!Honneur. Em 1947 expõe no salão Peuser, de Buenos Aires e nos salões da Comissão nacional de Belas Artes, de Montevidéu, recebendo grandes homenagens por parte de artistas, intelectuais e autoridades dos dois países.


O final da década de quarenta assinala o início da exploração dos temas históricos através da afirmação do muralismo. Em 1948, Portinari exila-se no Uruguai, por motivos políticos, onde pinta o painel A PRIMEIRA MISSA NO BRASIL, encomendado pelo banco Boavista do Brasil. Em 1949 executa o grande painel TIRADENTES, narrando episódios do julgamento e execução do herói brasileiro que lutou contra o domínio colonial português. Por este trabalho Portinari recebeu, em 1950, a medalha de ouro concedida pelo Juri do Prêmio Internacional da Paz, reunido em Varsóvia.

Em 1952, atendendo a encomenda do Banco da Bahia, realiza outro painel com temática histórica, A CHEGADA DA FAMÍLIA REAL PORTUGUESA À BAHIA e inicia os estudos para os painéis GUERRA E PAZ, oferecidos pelo governo brasileiro à nova sede da Organização das Nações Unidas. Concluídos em 1956, os painéis, medindo cerca de 14x10 m cada - os maiores pintados por Portinari - encontram-se no "hall" de entrada dos delgados de edifício-sede da ONU, em Nova York. Em 1955, recebe a medalha de ouro concedida pelo Internacional Fine-Arts Council de Nova York como o melhor pintor do ano. Em 1956, Portinari viaja a Israel, a convite do governo daquele país, expondo em vários museus e executando desenhos inspirados no contado com recém-criado Estado Israelense e expostos posteriormente em Bolonha, Lima, Buenos Aires e Rio de Janeiro. Neste mesmo ano Portinari recebe o Prêmio Guggenheim do Brasil em 197, a Menção Honrosa no Concurso Internacional de Aquarela do Hallmark Art Award, de Nova York. No final da década de cinqüenta, Portinari realiza diversas exposições internacionais.


Expõe em Paris e Munique em 1957. É o único artista brasileiro a participar da exposição 50 ANOS DE ARTE MODERNA, no Palais des Beaux Arts, em Bruxelas, em 1958. Como convidado de honra, expõe 39 obras em sala especial na I Bienal de Artes Plásticas da Cidade do México, em 1958. No mesmo ano ainda, expõe em Buenos Aires. Em 1959 expõe na Galeria Wildenstein de Nova York e, juntamente com outros grandes artistas americanos como Tamayo, Cuevas, Matta, Orozco, Rivera, participa da exposição COLEÇÃO DE ARTE INTERAMERICANA, do Museo de Bellas Artes de Caracas. Candido Portinari morreu no dia 06 de fevereiro de 1962, quando preparava uma grande exposição de cerca de 200 obras a convite da Prefeitura de Milão, vítima de intoxicação pelas tintas que utilizava.



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

História da Arte Contemporânea


ARTE CONTEMPORÂNEA

A arte acompanha o homem e sua história em manifestações que refletem o contexto social do momento em que ele está inserido. E, partindo da premissa de que arte é cultura, o estudo de sua produção artística é uma potencial referência aos acontecimentos sociais, políticos e econômicos de cada época.

A Arte Contemporânea, alusão à arte produzida depois da 2ª Guerra Mundial, é caracterizada por apresentar uma ampla disposição para a experimentação, levando os artistas a realizarem uma verdadeira fusão de linguagens, materiais e tecnologias.

Os artistas contemporâneos, como em toda a história, mostram através de sua arte o pensamento de determinada época, a sociedade em que estão vivendo, as questões políticas, religiosas, econômicas e sociais que os envolvem. Distanciam-se do Modernismo e seus conceitos de negação ao que é antigo.

A Arte Contemporânea recebe inúmeras denominações, entre elas “Pós-Modernismo”. Todavia, esse termo é evitado por muitos autores contemporâneos. Segundo GARDNER (1996 p.87):

Muitos artistas e críticos dirão que este é um rótulo impreciso para formas diversas de expressão artística, uma crua aproximação daquilo que realmente está acontecendo. Mas, uma vez que precisamos usar palavras e ainda não apareceu ninguém com uma palavra melhor, Pós-Modernismo [é usado] para denotar a arte que sucede o Modernismo e que geralmente o ataca.

Requisitando uma nova forma de representação dos problemas atuais, a Arte Contemporânea é norteada, principalmente, por questões que afetam a todos diretamente, seja na rua, nos conceitos, nas relações pessoais, na mídia e na própria arte. Traz à tona um momento de integração das linguagens artísticas, combinando instalações, performances, imagens, textos e tecnologias.

Essa integração, em uma só obra, é fruto das relações sociais que, cada vez mais interligadas pelo fenômeno da globalização, promovem uma expansão de conceitos determinantes em diferentes culturas. O que resulta numa miscelânea de gostos e costumes apreciados em grandes mostras internacionais de arte como as bienais de Veneza e a Documenta de Kassel, que se cristalizam como as mostras coletivas mais importantes do mundo.

As bienais propiciaram a inter-relação de mundos, divulgando a arte brasileira no exterior e trazendo a arte internacional ao Brasil. Como a Bienal de São Paulo idealizada por Francisco Matarazzo Sobrinho. Inspirada na Bienal de Veneza, a primeira Bienal de Artes Plásticas de São Paulo aconteceu em 1951. Desde então, as 24 Bienais realizadas até hoje reuniram obras de valor inestimável. A média de participação estrangeira em todas as Bienais é de 50 países com, aproximadamente, 12 mil obras, entre nacionais e internacionais.

Portanto, na tentativa de entender essa miscelânea artística, este estudo reúne um panorama sistemático da arte contemporânea mundial, brasileira e maranhense, abrangendo movimentos artísticos característicos das décadas de 50 até os dias atuais.

2 RECORTE HISTÓRICO DOS ESTILOS CONTEMPORÂNEOS

A modernidade caracterizou-se por produzir diferentes estilos concomitantes e variadas correntes, numa demonstração de diversidades de gostos e, já de certa forma, numa busca pela originalidade, estilo próprio e pelo uso da criatividade na estética. O “Pós-Modernismo” possui correntes artísticas que diferem entre si, mas que reagem à liberdade da técnica disseminada pela pintura de ação modernista.

2. 1 HARD EDGE

Aos poucos o Action Painting é abandonado. Inaugurando um período, surge o Hard Edge Painting (pintura com contorno marcado) em Nova York, adotando o rigor do controle da técnica em função da liberdade sugerida pelo Expressionismo Abstrato. “A pintura Hard Edge usa formas simples e contornos rígidos. Os quadros são precisos e frios, como se feitos à máquina” (STRIKLAND, 2002, p.170). Foi neste estilo de arte que os artistas passaram a usar telas em que seus formatos de triangulos, circulos e outras formas irregulares passaram a tornar-se parte da composição.

2. 2 ARTE POP

Os anos 50 e 60 dão continuidade à história da arte com a Arte Pop e o resgate do figurativismo. Ela tem como características a impactante captação de imagens de produtos da mídia e da industria, uma forma de crítica ou, por que não, exaltação à sociedade de consumo. Ela “elevou a ícones os mais crassos objetos de consumo, como hamburgueres, louça sanitária, cortadores de grama, estojos de batom, pilhas de espaguete e celebridades como Elvis Presley” (STRICKLAND, 2002, p. 174).

Os trabalhos confeccionados possuíam grandes dimensões e revelavam, de forma bem humorada, imagens de quadrinhos e de objetos do cotidiano, como fez Andy Warhol em suas obras retratando latas de sopa Campbell e a atriz Marilyn Monroe, caracterizando o consumo das massas.

Warhol foi um mestre em autopromoção e abusou da irreverência. Sua obra é realmente centrada em torno da mercantilização, e as grandes imagens de outdoors da garrafa de Coca-Cola ou da lata de sopa Campbell, que explicitamente enfatizam o fetichismo das mercadorias, remete Jameson (1997, p. 35).

2. 3 ARTE OP

O termo optical alude à capacidade de exploração do olho perante determinadas obras pictóricas ou escultóricas. A Arte Op surgida na década de 50, procurava acentuar certos efeitos ópticos de natureza instável através de movimentos aparentes, imagens ambíguas e ilusões espaciais. Produz um jogo de efeitos entre cores, tons ou formas o que causa a sensação de movimento. “O que é novo na Op Art é que ela estende a ilusão de óptica até a arte não figurativa e a faz funcionar de todas as formas concebíveis”, remete JANSON (1996 p. 393).

2. 4 MINIMALISMO

Momento em que a arte se mostra despretensiosa e básica, afastando-se de sua função ideológica de representação, de marcas pessoais ou mensagem. Os artistas procuravam imediatismo, criando obras que ganharam notoriedade por sua simplicidade de apresentação com formas mínimas que deram corpo ao movimento minimalista na década de 60. Sua produção artística constituía telas monocromáticas e esculturas formadas por objetos pré-fabricados, como caixas de metal e até mesmo tijolos. Nele os objetos assumem posições seqüenciais.

Na visão pessimista de GARDNER (1996, p. 97), esse tipo de arte viria a ser o prenúncio do “fim da História da Arte”, tudo já havia sido feito.

2. 5 ARTE CONCEITUAL


Movimento artístico que, em toda história da arte, aboliu a pintura em sua tipologia de composição, adotando o termo objeto como designação de alguns tipos de trabalho e considerando a idéia, o conceito, por trás da confecção de uma obra artística. Quem deu nome ao movimento foi o artista Sol Le Witt, para ele “a própria idéia, mesmo se não é tornada visual é uma obra de arte, tanto quanto qualquer produto” (STRICKLAND, 2002, P. 178). Com o artista moderno Marcel Duchamp podem ser percebidos os primeiros indícios da sobrevalorização do conceito. Na Arte Conceitual o artista utiliza a arte como veículo de comunicação, pois ela exige a participação mental do espectador.

A Arte Conceitual ainda possui como sub movimentos a Arte Processo que parte do preceito de concepção da obra como idéia; a Arte Ambiental que é exposta ao ar livre, aproveitando o ambiente externo, das ruas e a natureza; a Arte Performática que deriva dos Happennings (surgidos na década de 60 com as apresentações públicas de Alan Kaprow), sugerindo um tipo de arte onde o artista utiliza o corpo como uma expressão cênica e as instalações como formas de representação em montagens utilizando objetos retirados de seu contexto usual para outro, que ressurge com uma nova significação partindo de uma idéia do artista. As instalações proporcionam ao fruidor, a possibilidade de poder entrar na obra, fazer parte dela.

2. 6 ARTE POVERA

Nos anos 70 surgiu na Itália a arte Povera. Significando Arte Pobre, sofreu influência da arte Conceitual e promoveu uma reação ao Minimalismo.

O objetivo da Arte Povera era desafiar os padrões da arte vigente criando imagens coerentes, mas fora da relação convencional de objetos e substâncias, como um verdadeiro desafio à ordem estabelecida. Como muitos movimentos, absorvia temas de cunho político como a oposição mundial à guerra do Vietnã.

Um tipo de arte com a intenção de interagir com o público através de instalações, esculturas e montagens com fotos, pintura e outros materiais não convencionais como terra, madeira, pedaços de árvore, ferramentas agrícolas, terra, metal, feltro, espelhos e trapos.

2. 7 FOTORREALISMO

Proporcionando um revival do Realismo, o Fotorrealismo, também conhecido como Hiper-realismo, mostra uma forma de retratar a realidade em uma fidelidade fotográfica. Porém, o que difere este movimento da década de 60 dos estilos tradicionais, dentro da história da arte, é que além dos artistas utilizarem aparelhos tecnológicos como projeção de slides e o airbrush.

Resultam deste trabalho, pinturas que se confundem com fotografias e esculturas que se confundem com pessoas. A arte fotorrealista, além da realidade, também exprime em suas obras simbologias e expressividade, utilizando a técnica clássica de perspectiva e desenho e a preocupação minuciosa com detalhes, cores, formas e textura. Utiliza-se de cores luminosas e pequenas figuras incidentais, para pintar de maneira irônica e bonita o mundo ao nosso redor. O Hiper-Realismo abriu espaço para o estilo neofigurativo.

2. 8 NEOFIGURAÇÃO

Movimento dos anos 70 e 80 que se baseia em seus principais preceitos, como o figurativismo e a expressividade. Um retorno do figurativismo por uma perspectiva diferente. Na pintura do alemão Anselm Kiefer, por exemplo, paisagens e pessoas aparecem num mundo expressionista de angústia e solidão.

2. 9 NEO-EXPRESSIONISMO

Modalidade artística resgatada a partir da década de 80, ao voltar a registrar os sentimentos através da arte. Foi fortemente influenciado pelo Expressionismo, Simbolismo e Surrealismo. Trouxe de volta a pintura e a escultura, com suas representações críticas, emocionais e subjetivas, após algumas décadas. Formulando o devir da arte em sua história universal. Os artistas costumavam utilizar tintas misturadas a materiais como areia, palha e outros, colados à tela.

A arte dos anos 90 e da virada do século reafirma as tendências supracitadas enveredando-se ainda mais na política e causas sociais, ambientais e econômicos. Mostra ainda a proliferação da arte performática, das instalações e suportes associados a gêneros híbridos e materiais variados.

2.2 ARTE CONTEMPORÂNEA NO BRASIL

O Brasil acompanha os movimentos artísticos internacionais com uma menor distância de tempo. Tal qual no exterior, a Arte Contemporânea começa a mostrar-se a partir da década de 50. Na década de 60 surge o Tropicalismo e sua contestação à política vigente através da arte; a década de 70 caracteriza-se pelas noções de conceito e tecnologia a serviço da arte; já na geração 80 produz-se uma arte de caráter festivo e alegre.

Em 20 de outubro de 1951, um acontecimento deu abertura a uma grande movimentação no campo artístico brasileiro, a realização da primeira Bienal de São Paulo que contou com 1.854 obras representando 23 países. Uma proposta de Ciccillo Matarazzo para a realização de uma grande mostra internacional inspirada na Bienal de Veneza.

Seu êxito resultou em “50 anos de atividades, 25 edições com a participação de 148 países, 10.660 artistas e cerca de 56.932 obras, num espaço que permitiu a estimulante convivência das artes plásticas, das artes cênicas, das artes gráficas, do design, da música, do cinema, da arquitetura e de muitas outras formas de expressão artística” (ARTIGAS, 2001).

A década marca também o ressurgimento, do Abstracionismo: Geométrico e Informal. O primeiro propõe a ruptura com a arte figurativa, baseando-se no neoplasticismo de Piet Mondrian. É adotado em São Paulo pelo Grupo Ruptura, em 1952, e no Rio de Janeiro com o Grupo Frente, em 1954.

O segundo, não se organiza em torno de grupos e teorias. Na verdade, seu pressuposto básico é a liberdade individual de cada artista para a expressão de sua subjetividade. Não há categorias a priori a condicionar a experiência artística; a única regra a ser seguida é a da não-representação. Inspira-se nas idéias e experiências do pintor Wassily Kandinsky.

O Neo-concretismo foi o movimento das artes plásticas, genuinamente brasileiro, que começa em 1957, no Rio de Janeiro, alguns artistas aliam sensualidade ao Concretismo. Um expoente do movimento é o artista Hélio Oiticica.

Os anos 60 favoreceram o declínio da abstração e o surgimento de uma produção artística que capta o consumo e a comunicação de massa, sugeridos pela influência da Arte Pop americana, além de promover opinião política e a militância por conta da repressão, da censura e pela referência do Tropicalismo.

Esse momento marca uma era onde a arte brasileira acompanha paripasso a arte internacional, produzindo instalações e happennings. Fez surgir movimentos como o Movimento Phases ou Grupo Austral e o Grupo Rex.

Teve também grandes mostras como a Opinião 65; Nova Objetividade Brasileira; Jovem Arte Contemporânea – JAC e Domingos de Criação.

A arte da década de 70 afasta-se da política e dos problemas sociais. É caracterizada pela emblematização da reflexão, da razão, do conceito e tecnologia. A Exposição Internacional de Arte por Meios Eletrônicos / Arteônica dá abertura à arte tecnológica, realizada com ajuda de computador. A Fundação Nacional de Arte (FUNARTE) é criada nesse período dando grande incentivo à produção artística brasileira.

O momento de transição para a década de 80 foi marcado pela insígnia das diretas já, pela retomada da pintura e pelas mudanças no panorama artístico, marcado por grandes exposições como: Tradição e Ruptura, 1984; A Trama do Gosto, 1987 (organizadas pela Bienal de São Paulo); A Mão Afro-Brasileira, 1988 (organizada pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo). Além da mostra Como Vai Você, Geração 80? Realizada em 1984 na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, um dos importantes centros de formação da nova geração no Rio de Janeiro.

A arte efêmera também é fruto desse momento utilizando os mais diversificados materiais para compor o objeto artístico. Para o poeta, ensaísta e crítico de arte, Ferreira Gullar (agosto,2002),

[...] A arte conceitual não propõe nada. Apenas adotou, como fundamento ideológico, o caráter efêmero que o consumismo impôs à sociedade atual [...] fazer da arte expressão do efêmero é chover no molhado. Efêmeros somos nós mesmos e quase tudo a nossa volta.

A arte contemporânea brasileira dos anos 90 desenvolve características da arte que está sendo feita em outros países, como, por exemplo, fazer o público participar, até mesmo interferir na obra de arte. Atitude apresentada nas diversas feiras internacionais de Artes Plásticas assim como nas diversas bienais.

2.3 ARTE CONTEMPORÂNEA NO MARANHÃO

A arte maranhense adentra na contemporaneidade com acontecimentos como as exposições esporádicas nas vitrines da Farmácia Jesus, onde era fabricado o Guaraná Jesus, cuja logomarca foi cria da por Ambrósio Amorim. Além das reuniões entre artistas e intelectuais na Movelaria Guanabara.

Entre os artistas desse período que trilharam seu caminho dentro da arte maranhense figuram: Ambrósio Amorim, Floriano Teixeira e Antônio Almeida, cujo estilo foge da composição tradicional dos demais.

No final da década de 70 a arte maranhense ganha grande incentivo com a fundação do Centro de Artes e Comunicações Visuais do Estado – CENARTE, hoje, Centro de Criatividade Odylo Costa Filho. Promovia o contato entre artistas maranhenses e artistas de outros estados, oferecendo oficinas sobre técnicas e práticas em diversas modalidades das artes visuais.

Um exemplo do incentivo às artes plásticas vem da Universidade Federal do Maranhão - UFMA, através do seu Departamento de Assuntos Culturais - DAC, ao realizar anualmente a mostra de Arte Efêmera, um evento aberto à comunidade, estudantes e artistas que procuram experimentações de arte ao apresentarem trabalhos de características conceituais através performances, instalações, vídeos, e outros trabalhos de natureza similar.

Entre os acontecimentos que nortearam o período destacam-se as fundações do Centro de Arte Japiaçú em 1972, do Museu Histórico e Artístico do Maranhão em 1973 e a criação da Associação dos Artistas Plásticos do Maranhão em 1976 pelos pintores Nagy Lajos, Ambrósio Amorim, José João Lobato e Jesus Santos.

Surgiram movimentos como o Antroponáutico de 1972 que, por sua vez, influenciou o Movimento Gororoba da década de 80, que teve como participantes representantes das diversas modalidades de arte como Valdelino Cécio, Sérgio Abib, Josias Sobrinho, César Teixeira, Paulo César e Ciro Falcão. Além do movimento Mirarte de 1982, fundado por Fernando Mendonça e Marçal Athaíde, que recebeu influência do artista Rubens Gerchman. Na mesma década alguns artistas iniciam estudos com o artista húngaro Nagy Lajos.

Os anos 90 foram marcados pela realização anual, de 1991 até 1996, da Coletiva de Maio no Salão de Maio do Convento das Mercês, sede da Fundação José Sarney, a qual promovia mostras que difundia a produção artística contemporânea local.

Outro evento que norteia a cultura local é o Concurso Literário e Artístico Cidade de São Luís criado em 1955 e hoje instaurado como lei municipal. Promovido pela Prefeitura Municipal de São Luís, através da Fundação Municipal de Cultura, realiza premiações nas áreas de artes visuais e literatura. Em 2004 comemora sua 27ª edição.

Aliados a esse fato ampliaram-se os espaços que divulgam e incentivam as manifestações artísticas maranhenses com exposições permanentes e temporárias como: o Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, o Convento das Mercês e o Palácio dos Leões. E espaços que exibem mostras temporárias como o Palacete Gentil Braga e a Galeria de Arte do SESC.

REFERÊNCIAS

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