quarta-feira, 24 de março de 2010

Carlos Bastos

















Carlos Bastos é o que se pode chamar de ícone da pintura moderna baiana e brasileira. Os traços dos desenhos eram simplesmente de uma fineza e de uma delicadeza ímpares. Suas pinturas retratavam figuras do cenário baiano do cotidiano baiano, através de releituras de afrescos. No Plenário da Assembléia Legislativa da Bahia , há um painel simplesmente maravilhoso, onde foram retratados ícones que influenciaram e ainda influenciam a cultura e política do nosso Estado. Para mim, ainda está para nascer um artista tão completo quanto Carlos Bastos foi.



Bastos, Carlos (1925 - 2004)

Biografia

Carlos Frederico Bastos (Salvador BA 1925 - idem 2004). Pintor, ilustrador, cenógrafo. Inicia sua formação artística na Escola de Belas-Artes da Universidade da Bahia, onde ingressa em 1944 e assiste às aulas de João Mendonça Filho, Raymundo Aguiar e Alberto Valença. Nesse ano, participa, ao lado de Mario Cravo Júnior e de Genaro, da 1ª Mostra de Arte Moderna da Bahia. Muda-se para o Rio de Janeiro, em 1946, e conclui os estudos na Escola Nacional de Belas Artes - Enba. Estuda também na Sociedade Brasileira de Belas Artes e na Fundação Getúlio Vargas - FGV, aluno de Santa Rosa, Iberê Camargo e Carlos Oswald. Paralelamente, faz cursos particulares com Candido Portinari e aulas de cenografia com Martim Gonçalves. Em 1947, de volta a Salvador, organiza sua primeira individual na Biblioteca Pública. Nesse mesmo ano, realiza especialização na Arts Students League, Nova York. Vai para Paris, em 1949, onde faz cursos de pintura mural e afresco na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e aulas de desenho na Académie de la Grande Chaumière. De volta ao Brasil, em 1951, participa do 1º Salão de Arte Moderna, 1952, e do Salão Preto e Branco, 1954, entre outros. Após novo período em Paris, de 1957 a 1958, monta seu ateliê no Solar da Jaqueira em Salvador, fixando-se na cidade. Em 1962, um acidente o mantém por longo período em cadeira de rodas. Edita Santos e Anjos da Bahia, com prefácio de Jorge Amado, em 1965, momento em que uma paralisia leva-o a novo período em cadeira de rodas. Ilustra diversos livros nas décadas de 1970 e 1980.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Márcio Carttos




Márcio Carttos é o meu mentor. Eu sempre fui autodidata, e quando eu começei a pintar, recebi várias críticas negativas do meu trabalho e foi com Márcio que eu começei a conhecer melhor as tonalidades, misturas e massetes que até então eu desconhecia. O pouco que eu sei de tecnicas de sombra, eu aprendi com ele. Márcio sabe absolutamente tuuuudo de cores, matizes e técnicas de pintura. Eu sempre digo que não chego aos calcanhares dele, mas ele me considera uma grande pintora e acima de tudo, me considera criativa. Eu ainda não sei pintar como ele, mas quem sabe um dia, eu não chegue pelo menos ao um dedinho dele de tanto talento.

Márcio, eu te amo, viu?

Semana de Arte Moderna


A Semana de Arte Moderna foi e ainda é considerada um marco crescente na cultura brasileira, até então vinculada com as tradições européias. Para alguns, um verdadeiro choque, devido aos trabalhos apresentados, para outros uma verdadeira revolução. O fato é que a Semana de Arte Moderna revelou artistas até então conhecidos mas pouco comentados como Osvald de Andrade, Mário de Andrade, Tarcila do Amaral, dentre outros.A Semana de Arte Moderna de 22, realizada entre 11 e 18 de fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo, contou com a participação de escritores, artistas plásticos, arquitetos e músicos.
Seu objetivo era renovar o ambiente artístico e cultural da cidade com “a perfeita demonstração do que há em nosso meio em escultura, arquitetura, música e literatura sob o ponto de vista rigorosamente atual”, como informava o Correio Paulistano a 29 de janeiro de 1922.
A produção de uma arte brasileira, afinada com as tendências vanguardistas da Europa, sem contudo perder o caráter nacional, era uma das grandes aspirações que a Semana tinha em divulgar.
Esse era o ano em que o país comemorava o primeiro centenário da Independência e os jovens modernistas pretendiam redescobrir o Brasil, libertando-o das amarras que o prendiam aos padrões estrangeiros.Seria, então, um movimento pela independência artística do Brasil.
Os jovens modernistas da Semana negavam, antes de mais nada, o academicismo nas artes. A essa altura, estavam já influenciados esteticamente por tendências e movimentos como o Cubismo, o Expressionismo e diversas ramificações pós-impressionistas.
Até aí, nenhuma novidade nem renovação. Mas, partindo desse ponto, pretendiam utilizar tais modelos europeus, de forma consciente, para uma renovação da arte nacional, preocupados em realizar uma arte nitidamente brasileira, sem complexos de inferioridade em relação à arte produzida na Europa.
De acordo com o catálogo da mostra, participavam da Semana os seguintes artistas: Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Zina Aita, Vicente do Rego Monteiro, Ferrignac (Inácio da Costa Ferreira), Yan de Almeida Prado, John Graz, Alberto Martins Ribeiro e Oswaldo Goeldi, com pinturas e desenhos;
Marcavam presença, ainda, Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso e Wilhelm Haarberg, com esculturas; Antonio Garcia Moya e Georg Przyrembel, com projetos de arquitetura.
Além disso, havia escritores como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Sérgio Milliet, Plínio Salgado, Ronald de Carvalho, Álvaro Moreira, Renato de Almeida, Ribeiro Couto e Guilherme de Almeida.
Na música, estiveram presentes nomes consagrados, como Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernâni Braga e Frutuoso Viana.
São Paulo dos anos 20 era a cidade que melhor apresentava condições para a realização de tal evento. Tratava-se de uma próspera cidade, que recebia grande número de imigrantes europeus e modernizava-se rapidamente, com a implantação de indústrias e reurbanização. Era, enfim, uma cidade favorável a ser transformada num centro cultural da época, abrigando vários jovens artistas.
Ao contrário, o Rio de Janeiro, outro polo artístico, se achava impregnado pelas idéias da Escola Nacional de Belas-Artes, que, por muitos anos ainda, defenderia, com unhas e dentes, o academicismo.
Claro que existiam no Rio artistas dispostos a renovar, mas o ambiente não lhes era propício, sendo-lhes mais fácil aderir a um movimento que partisse da capital paulista.
Em 1913, estivera no Brasil, vindo da Alemanha, o pintor Lasar Segall. Realizou uma exposição em São Paulo e outra em Campinas, ambas recebidas com uma fria polidez. Desanimado, Segall seguiu de volta à Alemanha, só retornando ao Brasil dez anos depois, quando os ventos sopravam mais a favor. A exposição de Anita Malfatti em 1917, recém chegada dos Estados Unidos e da Europa, foi outro marco para o Modernismo brasileiro.
Todavia, as obras da pintora, então afinadas com as tendências vanguardistas do exterior, chocaram grande parte do público, causando violentas reações da crítica conservadora.
A exposição, entretanto, marcou o início de uma luta, reunindo ao redor dela jovens despertos para uma necessidade de renovação da arte brasileira. Além disso, traços dos ideais que a Semana propunha já podiam ser notados em trabalhos de artistas que dela participaram (além de outros que foram excluídos do evento). Desde a exposição de Malfatti, havia dado tempo para que os artistas de pensamentos semelhantes se agrupassem. Em 1920, por exemplo, Oswald de Andrade já falava de amplas manifestações de ruptura, com debates abertos.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Di Cavalcanti





















Di Cavalcanti era um daqueles artistas que tinha a sensibilidade à flor da pele, principalmente por saber retratar tão bem um dos tipos étnicos mais bonitos do nosso Brasil: Os mulatos. Cada uma das suas obras exprimie através das cores encorpadas e leves ao mesmo tempo essa maravilhosa sensibilidade. É difícil ver artistas nos dias de hoje que demonstre tana dedicação e carinho com os seus trabalhos como Di Cavalcante demonstrava.


Di Cavalcanti (1897 - 1976)


Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo (Rio de Janeiro RJ 1897 - idem 1976). Pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Inicia sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, reside em São Paulo, onde freqüenta o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Convive com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade e Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Em 1921, ilustra A Balada do Enforcado, de Oscar Wilde, e publica o álbum Fantoches da Meia-Noite, editado por Monteiro Lobato. É o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expõe 12 obras. Em 1923, faz sua primeira viagem à França, onde atua como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, freqüenta a Academia Ranson, instala ateliê e conhece obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Volta a São Paulo em 1926, trabalha como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. A estada em Paris marca um novo direcionamento em sua obra. Conciliando a influência das vanguardas européias com a formulação de uma linguagem própria; adota uma temática nacionalista e preocupa-se com a questão social. No ano de 1928, filia-se ao Partido Comunista do Brasil - PCB. Em 1931, participa do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, funda em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos - CAM. Em 1933, publica o álbum A Realidade Brasileira, uma sátira ao militarismo da época. Em 1938 viaja a Paris, onde trabalha na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retorna ao Brasil em 1940, trabalha como ilustrador, e publica poemas e memórias de viagem. Em 1972, seu álbum 7 Xilogravuras de Emiliano Di Cavalcanti é editado pela Editora Chile.


Atualizado em 26/03/2009

Fonte: Itaú Cultural

quarta-feira, 17 de março de 2010

Raimundo Bida

Raimundo Bida é um dos grandes e porque não dizer, melhores artistas que eu tenho o prazer de conhecer. Ele faz pinturas estilo naif que são simplesmente maravilhosas de uma qualidade de cores que realmente impressiona. O mais legal de Bida é que ele é autodidata, trabalha com tinta acrílica e consegue com ela criar o mesmo efeito do óleo deixando as cores das telas bem encorpadas.














Eu já descobri, através de algumas experiência com acrílico, massetes para dar o efeito incorpado nas cores. Eu pintei algumas telinhas que eu pretendo fotografar e colocar em em blog em breve, todas pintadas em acílico sobre tela. Ainda assim, não chega aos pés da técnica aplicada por Bida.

Raimundo Santos Bida, nascido em 1971, em Nazaré das Farinhas – Bahia. Começou a desenvolver seus dons artísticos ainda na infância. Com 10 anos, pintou o seu primeiro quadro. Atraído pelas artes plásticas, abandonou o curso de desenho arquitetônico para assumir-se como pintor. Através do artista plástico Gil Abelha, integra-se ao movimento artístico do centro histórico de Salvador (Pelourinho), conhecendo vários artistas que o incentivou, tais como: Totonho, Calixto Sales, Walba, Luis Lourenço, Edmundo Simas e o Marchand Evaldo Oliveira. Nesse mesmo ano filia-se na Associação de Artistas Populares do Centro Histórico de Salvador (AAPCHS), participando durante uma gestão do quadro diretório. Em 1988, faz a sua primeira exposição coletiva, iniciando assim uma trajetória de várias exposições nacionais e internacionais. Suas temáticas são variadas configurando dentro de muitas paisagens e personagens regionais do nordeste brasileiro, introduzindo-os em um contexto sócio-político e cultural. de exercer a atividade de artista plástico, atua também como cantor, compositor e músico.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Renoir

Falar de Renoir é simplesmente chover no molhado. Ele foi um dos grandes representantes do impressionismo e as telas dele são de uma delicadeza impar. Eu acho simplesmente lindos os trabalhos de Renoir. Para mim ele é o melhor do seu gênero.















"A dor passa, mas a beleza permanece", disse Renoir, um dos maiores pintores impressionistas, mestre em fixar em suas telas a luz, o brilho e a beleza das coisas.

Pierre-Auguste Renoir nasceu em família modesta : o pai era alfaiate. Em 1845, a família mudou-se para Paris, mas retornaria para Limoges três anos depois.

Em 1855, Renoir, com o intuito de adquirir um ofício, foi aprender decoração de porcelana e trabalhar no próprio ateliê onde estudava. Três anos depois, começou a pintar estampas em tecidos.

Em 1862, mudou-se para Paris e foi admitido na École des Beaux-Arts. Passou a visitar regularmente o Museu do Louvre e começou a estagiar no ateliê do pintor suíço Charles Gleyre.

Em 1866, inscreveu seu quadro "A Hospedaria da Mãe Anthony" no Salão Oficial das Artes, mas foi rejeitado. Dois anos depois, o salão aceitou a tela "Lise". Mesmo assim, o impressionismo -o novo estilo que Renoir adotara- ainda não era uma forma de arte aceita pela crítica. Por isso, Renoir e seus companheiros planejaram organizar uma exposição de arte impressionista.

Mas, em 1870, com a invasão prussiana da França, Renoir foi convocado, participando da guerra como soldado.

Em 1874, Renoir e outros artistas (como Manet, Degas e Pissarro) enfim organizaram a exposição dos impressionistas.

Ela se realizou no estúdio do famoso fotógrafo Nadar. Embora rejeitada pelos críticos, a exposição se repetiria em 1876, 1877 e 1879.

Durante esses anos, Renoir foi ficando famoso. Em 1880, casou com sua modelo Aline Charigot (eles teriam dois filhos, Pierre e Jean). No ano seguinte, pintou "Rosa e Azul", o célebre "quadro das duas meninas" que hoje está no Museu de Arte de São Paulo (Masp). Em 1882, viajou para a Itália para estudar.

Em 1892, obteve reconhecimento oficial para a pintura impressionista: um quadro seu foi adquirido pelo governo francês.

Num acidente de bicicleta, em 1897, quebrou o braço. Dois anos depois, foi acometido de reumatismo, passando a ter problemas de mobilidade.

Em 1904, quando já era admirado em toda a Europa, organizou-se uma grande retrospectiva de sua obra. No ano seguinte, Renoir mudou-se para Cagnes, em busca de clima mais saudável.
Oito anos depois, as dificuldades de saúde o obrigaram a pintar sentado e amarrar os pincéis aos dedos.

Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial (1914), teve seus dois filhos convocados (eles seriam feridos). Durante a guerra, também perdeu a esposa, Aline.

Em 1919, Renoir finalmente viu suas obras serem aceitas no Louvre. Em dezembro daquele ano, morreu em sua casa de Cagnes, aos 78 anos













Redescobrindo-se


Interessante esse trabalho, pois ele não é de minha autoria. Trata-se de mais uma releitura. Eu encontrei essa foto no site de pintura corporal e achei tão linda que imaginei como ficaria bonita pintada em óleo sobre tela. Ela também é totalmente surreal o que eu achei simplesmente demais. Eu praticamente viajei fazendo essa tela, porque as cores ficaram tão harmonicas que quando colocada na parede dá uma vida incrível.

Farol de Itapoan


Esta tela eu pintei no ano de 2008, pois a maioria das pessoas que eu conheço achavam que eu deveria pintar algumas paisagens daqui de Salvador. Então, escolhi uma que eu considero simplesmente linda.

O Farol de Itapoan é um dos pontos mais belos de Salvador e tentar retratá-lo para mim foi um prazer. É bom provável que eu resolva pintar novas paisagens da cidade e pretendo escolher com calma de modo que eu faça um trabalho bonito e de qualidade.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Colombina


"Colombina...
Seja minha menina, só minha...
Bailarina...
Mandarina da China, Rainha...."
(Ed Mota - Colombina)

Essa Colombina saiu totalmente da miinha cabeça. Eu sou obcecada por máscaras e gostaria de um dia pintar várias máscaras cheia de cores.

Ao concebê-la, eu queria fazer uma ginasta com o corpo bem delgado, utilizando uma máscara de colombina mesmo. E ai, o efeito final foi essa tela cujas cores são opacas, mas que contrastam com os bilhos aplicados na tela. Acredito que tenha ficado muito lega esste trabalho.

Salvador Dali - O ícone do Surrealismo


Salvador Dali realmente era um gênio. A mistura surreal dos trabalhos dele, faz o expectador simpesmente viajar, pois representa o tudo e o nada ao mesmo tempo. Eu sou simpesmente apaixonada pelo Surreal. Eu gostaria e muito de ter uma imaginação tão fértil a ponto de conseguir viajar nas minhas pinturas de modo a fazer um trabalho surrealista.

Quem foi

Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech nasceu em 11 de maio de 1904, na cidade espanhola de Figueres (Catalunha). Foi um dos mais importantes artistas plásticos (pintor e escultor) surrealistas da Espanha.

Vida do artista, fases e estilo

Desde a infância, Dalí demonstrou interesse pelas artes plásticas. No ano de 1921, entrou para a Escola de Belas Artes de São Fernando, localizada na cidade de Madri. Porém, em 1926, foi expulso desta instituição, pois afirmava que ninguém era suficientemente competente para o avaliar.

Nesta fase da vida, conviveu com vários cineastas, artistas e escritores famosos, tais como: Luis Bruñel, Rafael Alberti e Frederico Garcia Lorca.

Em 1929, viajou para Paris e conheceu Pablo Picasso, artista que muito influenciou a produção artística de Dalí. No ano seguinte, começou a fazer parte do movimento artístico conhecido como surrealismo.

A década de 1930 foi um período de grande produção artística de Dali. Nesta fase, o artista representava imagens do cotidiano de uma forma inesperada e surpreendente. As cores vivas, a luminosidade e o brilho também marcaram o estilo artístico de Dali. Os trabalhos psicológicos de Freud influenciaram muito o artista neste período É desta fase uma de suas obras mais conhecidas “A persistência da Memória”, que mostra um relógio derretendo.

Em 1934, Dali casou-se com uma imigrante russa chamada Elena Ivanovna Diakonova, conhecida como Gala.

Em 1939, foi expulso do movimento surrealista por motivos políticos. Grande parte dos artistas surrealistas eram marxistas e justificaram a expulsão de Dalí, alegando que o artista era muito comercial.

Em 1942, Dali e sua esposa foram morar nos Estados Unidos, país em que permaneceu até 1948. Voltou para a Catalunha em 1949, onde viveu até o final de sua vida.

Em 1960, Dali colocou em prática um grande projeto: o Teatro-Museo Gala Salvador Dali, em sua terra natal, que reuniu grande parte de suas obras.

Em 1982, com a morte de sua esposa Gala, Dali entrou numa fase de grande tristeza e depressão. Parou de produzir e se recusava a fazer as refeições diárias. Ficou desidratado e teve que ser alimentado por sonda. Em 1984, tentou o suicídio ao colocar fogo em seu quarto. Passou a receber o cuidado e atenção de seus amigos.

Dali morreu na cidade de Figueres, em 23 de janeiro de 1989, de pneumonia e parada cardíaca.

Principais obras de Salvador Dalí:

1922 - Cabaret Scene e Night Walking Dreams
1925 - Large Harlequin and Small Bottle of Rum
1926 - Basket of Bread e Girl from Figueres
1927 - Composition With Three Figures e Than Blood
1929 - O Grande Masturbador
1929 - Os Primeiros Dias da Primavera
1931 - A Persistência da Memória
1931 - A Velhice de Guilherme Tell
1932 - O Espectro do Sex Appeal,
1932 - O Nascimento dos Desejos Líquidos
1932 - Pão-antropomorfo catalão
1933 - Gala Com Duas Costeletas de Carneiro em Equilíbrio Sobre o Seu Ombro
1936 - Canibalismo de Outono
1936 - Construção Mole com Feijões Cozidos
1938 - España 1938
1937 - Metamorfose de Narciso
1937 - Girafa em Chamas
1940 - A Face da Guerra
1943 - Poesia das Américas
1944 - Galarina e Sonho Causado Pelo Voo de uma Abelha ao Redor de Uma Romã um Segundo Antes de Acordar
1945 - A Cesta do Pão
1946 - A Tentação de Santo Antônio
1949 - Leda Atômica
1949 - Madona de Portlligat.
1951 - Cristo de São João da Cruz
1954 - Crucificação ("Corpus Hypercubus")
1956 - Natureza-Morta Viva
1958 - Rosa Meditativa
1959 - A Descoberta da América por Cristóvão Colombo
1970 - Toureiro Alucinógeno
1972 - La Toile Daligram
1976 - Gala Contemplando o Mar
1983 - The Swallow's Tail.


Perfil

Esta tela eu fiz baseada em uma foto que eu vi no livro do Kama Sutra. No original, lógico, havia uma mulher idiana. Mas eu quis, como sempre fazer a diferença. O efeito final ficou diferente, pois ela parece ser um pouco andrógena devido a força dos traços do rosto.

Mesmo assim, quem foi a minha exposição e viu essa tela achou simplesmente linda.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Diego Rivera



Falar de Frida Kahlo e não falar de Diego Rivera é simplesmente impossível. Diego Rivera, assim como Frida KahLo, foi um dos maiores artistas do século XX. Suas pinturas são de uma força tanto nas composição das cores como dos personagens. Eu ainda ousei fazer uma releitura de uma das telas que le pintou e sinceramente, me sinto muito abaixo do seu enorme talento.




Um pouco sobre Diego Rivera:

Diego Rivera foi um dos maiores pintores mexicanos e um dos protagonistas do muralismo mexicano, juntamente com Orozco e Siqueiros.

Rivera nasceu em Guanajato, em 1886. Estudou na Academia de Bellas Artes de San Carlos, no México, mas aos 21 anos partiu para a Europa, beneficiando de uma bolsa de estudo, onde ficou até 1921. Esta experiência enriqueceu-o muito em termos artísticos, pois teve contacto com muitos pintores e correntes estéticas, que influenciaram a sua obra.

Regressado ao México dedica-se intensamente à pintura mural, onde desenvolve um trabalho monumental, tanto em termos formais como, principalmente, de conteúdo.

Rivera era um homem empenhado políticamente. A sua militância comunista reflecte-se claramente nas temáticas da sua pintura. Rivera pinta o povo índio em toda a sua dimensão social e histórica, de uma forma profundamente idealista e utópica. Em termos formais "...os trabalhadores das suas obras ainda revelam as suas influências clássicas. Inicialmente pintadas de uma forma bi-dimensional, as suas figuras "ganharam corpo" tendo em conta os frescos italianos da Renascença e as suas próprias experiências cubistas". (António Luque)

Rivera também praticou a pintura de cavalete, apesar de considerar esta uma modalidade menor em comparação com a pintura mural, uma vez que não tinha a mesma força de intervenção política pois não levava a sua mensagem às massas. Manifestação pela Paz (1956) é um dos exemplos mais importantes desta faceta da sua obra.

Da sua vasta obra como muralista destacam-se os frescos do Palácio do Governo (1929) e do Palácio Nacional (1935), no México. Mas Rivera também trabalhou fora do México. Entre 1930-1934, trabalhou no fresco do Rockfeller Center, em Nova Iorque, que foi destruído antes de terminado. Neste fresco Rivera fazia a exaltação do comunismo e uma crítica dura do capitalismo, "mostrava ao mundo a convicção optimista de que "um dia" o homem será dono do seu destino em vez de ser empurrado para lá e acolá por forças que ele não é capaz de controlar". (idem)

Rivera morreu em 1957, no México.

Entre 1921 e 1956, Rivera pintou uma superfície total de 6.730 m2, divididos por 19 edifícios no México, 8 nos E.U.A., 1 na China e 1 na Polónia.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Frida Kahlo



Eu considero artista plástica mexicana Frida Kahlo simplesmente incrível. Suas pinturas , demonstram a dor e a realidade em que ela vivia, devido aos problemas de saúde que embora limitassem seus movimentos, nunca foram impecílios para que ela se tornasse uma das maiores artistas plásticas de todos os tempos.

Abaixo, a biografia dessa maravilhosa artista.

Biografia Frida Kahlo

Para se entender as pinturas de Frida Kalho é necessário conhecer a sua vida.

Frida Nasceu em 1907 no México, mas gostava de declarar-se filha da revolução ao dizer que havia nascido em 1910. Sua vida sempre foi marcada por grandes tragédias; aos seis anos contraiu poliomelite, o que à deixou coxa. Já havia superado essa deficiência quando o ônibus em que passeava chocou-se contra um bonde. Ela sofreu multiplas fraturas e uma barra de ferro atravessou-a entrando pela bacia e saindo pela vagina. Por causa deste último fez várias cirurgias e ficou muito tempo presa em uma cama.

Começou a pintar durante a convalescença, quando a mãe pendurou um espelho em cima de sua
cama. Frida sempre pintou a si mesma: "Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor". Suas angustias, suas vivências, seus medos e principalmente seu amor pelo marido Diego Rivera.

A sua vida com o marido sempre foi bastante tumultuada. Diego tinha muitas amantes e Frida
não ficava atrás, compensava as traições do marido com amantes de ambos os sexos. A maior dor
de Frida foi a impossibilidade de ter filhos (embora tenha engravidado mais de uma vez, as
seqüelas do acidente a impossibilitaram de levar uma gestação até o final), o que ficou claro em
muitos dos seus quadros.

Os seus quadros refletiam o momento pelo qual passava e, embora fossem bastante "fortes", não
eram surrealistas: "Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei minha própria realidade". Frida contraiu uma pneumonia e morreu em 1954 de embolia
pulmonar, mas no seu diário a última frase causa dúvidas: "Espero alegremente a saída - e espero nunca mais voltar - Frida". Talvez Frida não suportasse mais.





Odalisca


Essa tela é um trabalho em que eu quis diferenciar um pouco das demais telas, tentando mesclar pintura, colagem e espatulagem.

Inicialmente, quando conclui a tela, não gostei do efeito final. Na verdade, quando eu acabo um trabalho, não me encanto muito com o efeito, mas depois que eu coloco na parece é que eu percebo o quanto interessante ficou.

Essa odalisca foi um misto de sensualidade e modernidade. Acredito que o que eu queria realmente demonstrar, eu consegui.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Mulher de costas - Liliian


Este trabalho foi o primeiro que eu fiz com a técnica de sombreamento e volume. Não pensem que foi fácil fazer uma tela e dar um efeito tão perfeito no final. Foram 30 dias para concluir a pintura.

Começei pintando todo o fundo com as curvas multicoloridas, uma a uma, escolhendo as cores certas e que combinassem entre si, de modo a formar um conjunto armonioso. Depois, fui pintando aos poucos o corpo, de modo que as cores desse o efeito de sobra. Por, foi passada uma trincha e a tinta se espalhou nos pontos dando o efeito final que todos estão vendo.

Essa tela já foi vendida e está em uma academia de ginástica. Tomara que um dia, ela venha a valer muito.