quarta-feira, 24 de março de 2010

Carlos Bastos

















Carlos Bastos é o que se pode chamar de ícone da pintura moderna baiana e brasileira. Os traços dos desenhos eram simplesmente de uma fineza e de uma delicadeza ímpares. Suas pinturas retratavam figuras do cenário baiano do cotidiano baiano, através de releituras de afrescos. No Plenário da Assembléia Legislativa da Bahia , há um painel simplesmente maravilhoso, onde foram retratados ícones que influenciaram e ainda influenciam a cultura e política do nosso Estado. Para mim, ainda está para nascer um artista tão completo quanto Carlos Bastos foi.



Bastos, Carlos (1925 - 2004)

Biografia

Carlos Frederico Bastos (Salvador BA 1925 - idem 2004). Pintor, ilustrador, cenógrafo. Inicia sua formação artística na Escola de Belas-Artes da Universidade da Bahia, onde ingressa em 1944 e assiste às aulas de João Mendonça Filho, Raymundo Aguiar e Alberto Valença. Nesse ano, participa, ao lado de Mario Cravo Júnior e de Genaro, da 1ª Mostra de Arte Moderna da Bahia. Muda-se para o Rio de Janeiro, em 1946, e conclui os estudos na Escola Nacional de Belas Artes - Enba. Estuda também na Sociedade Brasileira de Belas Artes e na Fundação Getúlio Vargas - FGV, aluno de Santa Rosa, Iberê Camargo e Carlos Oswald. Paralelamente, faz cursos particulares com Candido Portinari e aulas de cenografia com Martim Gonçalves. Em 1947, de volta a Salvador, organiza sua primeira individual na Biblioteca Pública. Nesse mesmo ano, realiza especialização na Arts Students League, Nova York. Vai para Paris, em 1949, onde faz cursos de pintura mural e afresco na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e aulas de desenho na Académie de la Grande Chaumière. De volta ao Brasil, em 1951, participa do 1º Salão de Arte Moderna, 1952, e do Salão Preto e Branco, 1954, entre outros. Após novo período em Paris, de 1957 a 1958, monta seu ateliê no Solar da Jaqueira em Salvador, fixando-se na cidade. Em 1962, um acidente o mantém por longo período em cadeira de rodas. Edita Santos e Anjos da Bahia, com prefácio de Jorge Amado, em 1965, momento em que uma paralisia leva-o a novo período em cadeira de rodas. Ilustra diversos livros nas décadas de 1970 e 1980.

Um comentário:

  1. Fiquei muito feliz com sua matéria aqui no Blog.

    Parabéns!
    Mirella Bastos
    (sobrinha neta de Carlos Bastos

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